Ibovespa renova a máxima histórica e atinge 110.300 pontos; dólar recua 0,33% e fecha a R$ 4,188

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reuters

O dia mais ameno para o mercado mundial refletiu ausência de notícias mais claras sobre as negociações entre EUA e China. Mas, no Brasil, a Ibovespa avançou em relação à quarta (4), quando já tinha batido recorde histórica e fechou outra vez em alta. Entenda por quê.

Ibovespa sobe outra vez e renova máxima histórica

O Ibovespa encerrou o dia na máxima histórica de fechamento, com 110.300 pontos e alta de 1,23%. Na mínima do dia, o índice marcou 108.961 pontos (0,00%). O volume financeiro do dia somou R$ 17,90 bilhões.

 

Confira as empresas que foram destaque hoje:

  • Ações que lideraram as altas dentro do índice Ibovespa:
    BTG Pactual (BPAC11) R$ 70,95 | [4,42%]
    Weg (WEGE3) R$ 31,82 | [3,61%]
    Itaú Holding (ITUB4) R$ 36,56 | [3,60%]
    Tim (TIMP3) R$ 14,09 | [2,77%]
    Cia Siderúrgica Nacional (CSNA3) R$ 13,13 | [2,74%]
  • Ações que lideraram as baixas dentro do índice Ibovespa:
    Raia Drogasil (RADL3) R$ 107,25 | [-2,93%]
    JBS (JBSS3) R$ 27,23 | [-2,82%]
    Suzano (SUZB3) R$ 37,91 | [-2,67%]
    Marfrig (MRFG3) R$ 10,98 | [-2,57%]
    BR Distribuidora (BRDT3) R$ 27,70 | [-2,15%]

Dólar em queda

O dólar futuro encerrou o dia em alta marginal de 0,04%, cotado a R$ 4,212, após operar a maior parte do dia em baixa, virou para a alta na última hora do pregão. Na mínima do dia, a moeda marcou R$ 4,188 (-0,52%), e na máxima chegou a R$ 4,216 (+0,14%).

O dólar comercial chegou a operar em alta, até atingir R$ 4,22, durante o dia. Mas recuou até o fechamento e a cotação teve baixa de 0,33%, alcançando R$ 4,188, para venda.

Analistas atribuíram a queda da moeda norte-americana pelo segundo dia consecutivo a indefinições do acordo comercial entre EUA e China. Na semana a cotação acumulou alta de 1,22%. No ano o dólar está 8,1% mais caro.

Bolsas norte-americanas

Fecharam com leve alta, em meio à falta de notícias quentes sobre a trade war. Veja os prinipais índices:

Dow Jones 30 [+0,53%] | 27.649 pontos

S&P 500 [+0,63%] | 3.112 pontos

Nasdaq [+0,54%] | 8.566 pontos

VIX [-7,27%] | 14,80 pontos

Commodities sobem

A notícia que impactou no desempenho do petróleo é a do acordo da Opep+, que irá cortar a produção.  Isso recuperou a cotação do petróleo. O corte na produção será de 500 mil barris por dia e tem como objetivo reduzir a oferta e contribuir com o preço do produto.

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A referência britânica do petróleo, o Brent para fevereiro, encerrou em alta de 0,61% a US$ 63,39 o barril. A referência norte-americana, o WTI para janeiro, zerou as perdas e encerrou o dia estável a US$ 58,43 por barril.

O ouro encerrou o dia em alta de 0,19%, a US$ 1.483,10 a onça-troy. Importante observar que a cotação do metal fechou antes da fala mais otimista, embora genérica e não definitiva, de Donald Trump sobre a China. A valorização refletiu a falta de mais detalhes sobre as negociações até o fechamento.

Mercado europeu sem direção única

Sinais mistos e informações escassas sobre as negociações entre os EUA e a China levaram as bolsas europeias a encerrarem o dia sem direção única. A ausência de um gatilho positivo também pesou.

A bolsa de Londres encerrou o dia próxima da mínima em 2 meses. O resultado ruim se deve a cotação forte da libra e a grande queda das ações da Glencore, que está sendo investigada por suborno.

Outro destaque negativo foi o Dax na Alemanha, que foi pressionado pelo dado das encomendas industriais, que caiu inesperadamente em outubro, podendo prejudicar o PIB do trimestre.

Alemanha | DAX [-0,65%]
Inglaterra| FTSE 100 [-0,70%]
França | CAC 40 [+0,03%]
Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-0,32%]
Itália | FTSE MIB [-0,28%]
EUR/USD [+0,21%] | € 1,1099
GPB/USD [+0,42%] | € 1,3157