Em carta aberta, setor do turismo exige medidas do governo para evitar falências

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
1

Crédito: Reprodução / Ministério do Turismo

Em novo documento direcionado ao governo federal, o setor de turismo alerta para o risco de falências e desemprego no turismo brasileiro. A Resorts Brasil, em diálogo com outros setores, pedem medidas urgentes para evitar a perda de 1 milhão e 350 mil empregos, diretos e indiretos.

A carta ressalta que o setor de turismo movimenta 152 setores da economia brasileira. Segundo o texto, ” A pandemia do Coronavírus trouxe o risco real de fechamento de várias empresas. As associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos, responsáveis por mais de um milhão de empregos diretos e indiretos não vão suportar o impacto financeiro caso não haja uma intervenção do governo federal para garantir a continuidade das empresas e a manutenção dos empregos de seus colaboradores”.

Segundo o documento, “a Medida Provisória anunciada nesta terça-feira (16) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não representa uma solução para o setor mais duramente afetado por esta crise”. Destacam também o índice de cancelamento de eventos, hospedagens corporativas e de lazer estão na ordem de 75/100%.

Por fim, ressaltam que não se trata de “prejuízo pontual e imediato, mas sim da desarticulação e falência da cadeia turística nacional que poderá causar consequências permanentes para a economia do país”.

Outras entidades do setor de turismo já haviam alertado, na semana passada, o governo federal para tal realidade em outro documento, onde também atentam para o risco imediato de falências, perda de empregos e prejuízo direto à economia brasileira.