Em 10 anos, patrimônio dos fundos de ações cresce 350%

Ronaldo Araújo
Engenheiro e Agente Autônomo de Investimentos, hoje me dedico a divulgar ensinamentos sobre como funciona a Previdência Privada. Acredito que com mais conhecimento é possível fazer melhores escolhas para a formação do patrimônio de longo prazo. Para saber mais acesse www.ronaldoaraujo.com.br
1

Crédito: Divulgação

A bolsa de valores brasileira vem apresentando ótimos resultados nos últimos anos. Isso contribuiu para que mais pessoas investissem seu dinheiro em mercados de risco, ajudando a diversificar a preferência nacional pela poupança. Sempre ouvimos sobre o recorde de pessoas físicas na bolsa, envolvendo milhões de novos investidores. Mas outras forma de investir em renda variável é por meio dos fundos de ações.

Este artigo tem por objetivo levar a você mais informações a respeito desse veículo de investimento. Durante a leitura, você entenderá como a indústria se expandiu na década que se passou. Além disso, conhecerá o atual panorama e as características desse tipo de investimento. Por fim, notará a diferença entre gestão direta das ações e via fundos.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Não perca tempo e avance na leitura agora mesmo!

Avanço dos fundos de ações

O perfil do brasileiro sempre foi mais voltado para o mercado de renda fixa. Até mesmo pela tradição de investir na poupança, nos acostumamos a ter retornos sempre positivos, mesmo que reduzidos.

No entanto, esse cenário vem passando por profundas transformações nas últimas décadas. Para constatar isso, basta olhar para os dados que remetem a várias conclusões sobre os fundos de ações. A entidade que presta esse tipo de informação é a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros (Anbima).

Segundo ela, em apenas 10 anos o total de recursos acumulados pelos fundos de ações aumentaram em quase 350%. O patrimônio total dessa classe de ativos somava R$ 181 bilhões em 2011. Já em 2021, o volume de recursos já é de mais de R$ 650 bilhões, com os dados atualizados até o encerramento do mês de abril.

Outra informação importante a respeito desse mercado é o número de participantes: atualmente já são mais de 6,5 milhões de contas ativas. Isso denota a maior aceitação de risco por parte dos investidores que buscam retornos maiores na renda variável.

Qual é o cenário atual?

Quando um determinado mercado se mostra aquecido, a tendência é que haja expansão por meio do número de ofertas. É exatamente isso que ocorre com o número de fundos de ações atualmente, que em apenas 10 anos praticamente dobrou a quantidade: passou de 1785 em 2011 para 3218 até abril de 2021.

Parte de todo esse sucesso pode ser explicado pelo bom momento vivido pela bolsa. Os retornos dos fundos de ações têm acompanhado as altas e isso ajuda a atrair investidores. Em média, esses instrumentos financeiros estão com uma rentabilidade próxima de 56% em 12 meses. Existem determinadas classes que estão com mais de 77% de ganho nesse mesmo período.

Tudo isso reflete na captação de recursos desses veículos financeiros. Para se ter ideia do apetite dos investidores, somente no mês de abril de 2021 os fundos de ações tiveram captação líquida de quase R$ 5 bilhões. No prazo de 12 meses (contados retroativamente a partir de abril), o montante já supera a marca de R$ 21 bilhões.

São números assim que justificam o surgimento de vários fundos com diferentes estratégias de aplicação. Um exemplo é o fundo recém-lançado pelo Santander que investe apenas em empresas que acabaram de iniciar sua negociação na bolsa. Esse instrumento requer um aporte inicial de R$ 50 mil e é destinado a investidores que têm a partir de R$ 1 milhão.

Principais características dos fundos de ações

Os fundos de ações investem pelo menos 67% do seu patrimônio em ações. Assim como os demais fundos, também estão sujeitos aos aspectos que regulam toda a indústria. Um deles é a cobrança da taxa de administração. Por vezes ela é estigmatizada por alguns analistas, mas sua existência é facilmente justificada.

Todo fundo de ações conta com um time especializado de pessoas que são responsáveis pela alocação do capital do fundo. Estamos falando dos gestores. Eles detêm grande conhecimento e experiência no mercado e, por isso, estão altamente qualificados para fazer investimentos.

Como ninguém trabalha de graça, é esperado que os gestores precisem ser remunerados. Mas isso não é um problema, porque muitas vezes os resultados dos fundos são melhores que o do investidor comum, mesmo pagando pelos serviços dos profissionais.

Somado a isso, tem-se a estrutura necessária ao funcionamento do fundo. Entram nessa conta a administradora com o cálculo das cotas, aplicações e pedidos de resgate. Uma auditoria externa independente também é necessária, pois confere muito mais segurança a todos os cotistas.

Qual é a diferença entre gestão direta e via fundos?

A essa altura do texto, você pode estar se perguntando se não seria melhor você mesmo comprar as ações da carteira. Se isso está passando pela sua cabeça, saiba que você está considerando atuar na bolsa por meio da gestão direta e ativa.

Esse modo de investir é caracterizado pelo fato de que é o próprio investidor que aloca seu recurso. Por meio de suas análises, ele escolhe seus ativos e o percentual de distribuição dos valores. Também é responsável por alterações na carteira sempre que achar conveniente.

Em contrapartida, existe a possibilidade de atuar na bolsa por meio de fundos de ações. Nessa modalidade, são os gestores dos fundos que alocam o capital dos cotistas. O fundo pode até ter trocas de ações constantemente, tendo uma gestão ativa, mas a decisão sempre será do gestor e não do investidor final.

A verdade é que não há melhor ou pior maneira de investir seus recursos. A gestão direta é mais buscada por quem tem muito interesse no assunto e dispõe de tempo para fazer análises. Já a gestão via fundos é preferida por quem escolhe dedicar sua energia na atividade principal para gerar mais recursos, deixando a alocação por conta de um profissional.

O ponto de atenção que deve ser dispensado é o seguinte: se você gosta de praticar a gestão ativa, compare sempre seus resultados com o dos gestores profissionais. Caso você seja melhor que eles, candidate-se para ser um gestor. Você pode ficar muito rico fazendo o dinheiro dos outros render.

Mas se o resultado encontrado não for esse, considere deixar o trabalho para os profissionais. Aproveite e dedique seu tempo a ganhar mais dinheiro para aumentar o volume de seus aportes e, assim, ter maiores rentabilidades.