Elfa Medicamentos (ELFA3) protocola pedido de IPO

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Elfa Medicamentos

A Elfa Medicamentos (ELFA3) protocolou pedido de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (13).

Conforme o prospecto, oferta terá tranche primária (os recursos vão para o caixa da empresa) e secundária ( atuais acionistas vende parte de suas particpações).A oferta terá como coordenadores o o Banco Santander, o Itaú BBA , o BTG Pactual, a XP Investimentos  e o Morgan Stanley.

O público alvo da oferta são investidores não institucionais e institucionais, nacionais e internacionais.

Sobre a Elfa Medicamentos

De acordo com o prospecto, a Elfa um dos principais provedores de soluções e serviços de saúde no Brasil, atendendo um atrativo mercado institucional, que inclui hospitais e clínicas.

Na visão da Elfa, o mercado institucional é resiliente, altamente fragmentado e complexo de servir.

Atualmente, a empresa distribui e vende medicamentos, produtos médicos e hospitalares de alta complexidade oriundos de mais de 400 fabricantes, sendo a segunda maior nesse segmento para hospitais públicos e privados segundo a IQVIA.

Capital Social

O capital social da companhia é de R$ 834,5 milhões, divido em 465.694.714 ações ordinárias.

Os principais acionistas são os fundos geridos pelo Pátria, com 86,33%; JMV, com 4,29%; acionistas da Medcom, com 6,2%; e os fundadores da Elfa, com 3,16%.

Operação

Conforme o prospecto, a Efla Medicamentos reportou um lucro líquido de R$ 39,5 milhões no ano passado, contra R$ 60,5 milhões em 2018 e R$ 14,1 milhões em 2017.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 104,7 milhões em 2019, ante R$ 78,5 milhões de 2018 e R$ R4 54,4 milhões de 2017.

Já a margem Ebitda foi de 5,7% no ano passado, contra 5% em 2018 e 5,1% em 2017.

A receita líquida atingiu R$ 1,831 bilhão no ano passado, contra R$ 1,560 bilhão de 2018 e R$ 1,075 bilhão de 2017.

A dívida líquida somou R$ 199,3 milhões em 2019, ante R$84,5 milhões em 2018.

Fatores de riscos

No prospecto, a Elfa ressalta os principais riscos relativos a oferta e a companhia, são eles:

  • intervenções governamentais, resultando em alteração na economia, tributos, tarifas, ambiente regulatório ou regulamentação no Brasil;
  • alterações nas leis e nos regulamentos aplicáveis ao setor de atuação da companhia, bem como alterações no entendimento dos tribunais ou autoridades brasileiras em relação a essas leis e regulamentos;
  • alterações nas condições gerais da economia, incluindo, exemplificativamente, inflação, taxas de juros, câmbio, nível de emprego, crescimento populacional, confiança do consumidor e liquidez dos mercados financeiro e de capitais;
  • impossibilidade ou dificuldade de viabilização e implantação de novos projetos de desenvolvimento e prestação de nossos serviços;
  • condições que afetam o setor de atuação e a condição financeira dos principais clientes;
  • a mudança no cenário competitivo no nosso setor de atuação;
  • aumento de custos, incluindo, mas não se limitando aos custos: de operação e manutenção; encargos regulatórios e ambientais; e contribuições, taxas e impostos;
  • fatores negativos ou tendências que podem afetar nossos negócios, participação no mercado, condição financeira, liquidez ou resultados de nossas operações;
  • nível de capitalização e endividamento e capacidade de contratar novos financiamentos e executar o plano de expansão;
  • efeitos de eventual reforma tributária.

Destinação dos recursos

De acordo com a Elfa Medicamentos, os recursos levantados através do IPO serão direcionados para aquisições de empresas do seu setor de atuação; e reforço de estrutura de capital e liquidez.