Eletrobras seguirá o plano de privatização, opina presidente

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Eletrobras/Divulgação

Em transmissão pela internet ontem (14), o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, declarou não enxergar motivos para alterações no plano de privatização da empresa. A proposta, em Projeto de Lei (PL) na Câmara dos Deputados, pressupõe a venda de mais de metade da companhia para a iniciativa privada. Ou seja, reduzirá a participação do governo e fragmentará o comando administrativo, segundo o Valor Econômico.

Apesar do adiamento da discussão da pauta, por conta da pandemia do novo coronavírus, que alterou as prioridades do governo, para o presidente da Eletrobras, o projeto deve ser mantido. “Não vejo nenhuma razão para mudar o projeto. Acho que esse é o melhor projeto mesmo”, disse na transmissão do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), conforme o Valor Investe. Diante da atual situação, a expectativa é que o PL volte a ser levantado pelo Congresso ao final do ano.

Até o momento, Ferreira Junior informou ao Valor Investe que não houve registros de inadimplência das distribuidoras de energia na Eletrobras. Assim, deu garantia de que “durante a crise, não faltará energia”.

Privatização da Eletrobras é positiva para o Tesouro Nacional

Já o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, mostrou-se esperançoso sobre a capitalização, no último sábado (11). “Algo que me deixa mais otimista é que há três ou quatro meses, eu via a privatização da Eletrobras mais distante. Mas nos últimos meses se discutiu pontos que atrapalhavam o projeto e avançamos na modelagem e nas propostas.”

Ainda ao Valor Investe, Mansueto avaliou o momento como oportuno. “Eu acho que, independentemente da crise, é uma boa oportunidade para que o projeto de privatização fique pronto para isso sair no momento adequado”.

Enquanto para o presidente da Eletrobras, a justificativa de se manter o projeto de privatização está na necessidade pós-crise. “Não tenho dúvida de que, para o Brasil, a saída da crise é pela infraestrutura. Temos que criar perspectivas de emprego para a população”.

Retomada da agenda

Ferreira Junior também revelou apoiar o estudo do governo para uma solução que auxiliar monetariamente as distribuidoras de energia. O objetivo é impedir que o fluxo de pagamento do setor elétrico seja afetado pela pandemia.

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Diante disso, Mansueto avaliou ao Valor Investe que a agenda de reformas estruturais se tornará ainda mais pertinente ao País. Visto à necessidade de recuperação econômica dos diversos setores. Por isso, as pautas de concessões e privatizações, como a da Eletrobras, devem ser priorizadas. “O Brasil não se pode dar ao luxo de atrasar essa agenda”.