Eletrobras (ELET6) tem reperfilamento aprovado; Assaí (ASAI3) emitirá R$ 1,2 bi em debêntures

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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A Eletrobras (ELET6) comunicou que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprova reperfilamento do componente financeiro da Rede Básica Sistema Existente (RBSE).

Segundo a companhia, o fluxo encontrava-se estabelecido pelas resoluções homologatórias relativas à revisão periódica das Receitas Anuais Permitidas (RAPs), associadas às instalações de transmissão sob responsabilidade, respectivamente, de Furnas, Eletronorte, Companhia de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Sul do Brasil (CGT Eletrosul) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (a Chesf).

“A decisão pelo reperfilamento do componente financeiro da RBSE prevê uma redução da curva de pagamento desses valores para os ciclos 2021/2022 e 2022/2023 e um aumento no fluxo de pagamentos nos ciclos após 2023, estendendo tais parcelas até o ciclo 2027/2028, preservando, entretanto, a remuneração pelo WACC”, explica a Eletrobras, em comunicado.

Eletrobras: Base de Remuneração Regulatória das transmissoras

A discussão sobre a RBSE se estende desde 2017, quando, reconhecida sua inclusão na Base de Remuneração Regulatória das transmissoras e seus critérios de atualização por portaria do Ministério das Minas e Energia, medidas judiciais foram propostas por consumidores.

Eles obtiveram decisões suspendendo o pagamento da parcela do custo de capital não incorporado desde as prorrogações das concessões até o processo tarifário.

O pagamento desta parcela somente retornou às RAPs em 2020, com a desconstituição das decisões judiciais, sem, entretanto, ter havido o reconhecimento da remuneração dos montantes não pagos de 2017 a 2020.

“Porém, a mesma decisão da Aneel que promoveu o reperfilamento do componente financeiro reconheceu o direito das transmissoras à remuneração dos valores cujo pagamento esteve suspenso judicialmente, acrescendo os montantes às respectivas RAPs, igualmente como componente financeiro da RBSE”, lembra a Eletrobras.

“Isso fez com que fossem acatados pedidos de reconsideração que haviam sido apresentados pelas resoluções homologatórias. A decisão da Aneel em referência traz os seguintes efeitos estimados para o fluxo de pagamento da RBSE da Eletrobras:

Assaí (ASAI3) emitirá debêntures no total de R$ 1,2 bi

O Conselho de Administração da Sendas, controladora da Assaí (ASAI3), aprovou a emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no total de R$ 1,2 bilhão.

Serão até duas séries, com prazo de vencimento entre cinco e sete anos.

As debêntures da oferta restrita, informa a Assaí, serão destinadas exclusivamente a investidores profissionais.

Os recursos da emissão serão utilizados pela companhia para “usos gerais, incluindo reforço de caixa”.

Energisa (ENGI11): leve queda no volume de energia vendida

A Energisa (ENGI11) informou nesta quinta (22) que o consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre (9.179,3 GWh) da companhia apresentou, no primeiro trimestre de 2021, queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia lembra, em nota divulgada ao mercado, que na maior parte do primeiro trimestre do ano passado não havia impacto no consumo de energia associado à pandemia.

“Adicionalmente, no início de 2021, diversas cidades voltaram a implementar medidas restritivas em função da piora nos indicadores relacionados à Covid-19”, diz a Energisa.

“A classe comercial direcionou este resultado, registrando queda de 8,8% (162,8 GWh), seguida pela categoria outros (-1,2% 13,8 GWh), em que o principal vetor foi a queda de consumo do poder público (-18,8%)”, explica.

Foram, nos dois casos, como diz ainda a Energisa, as atividades mais afetadas pelas restrições derivadas da pandemia.

Por sua vez a classe industrial registrou omaior crescimento (2,3% 41,1GWh), seguida pela residencial(1,1% e 38,8GWh)e rural (2,6% 22,9 GWh).

Por concessão, o consumo de energia no mercado cativo e livre foi destaque nas concessões da EMGcom aumento de4,7% (18,0GWh), ESS1,5% (17,3GWh), EMT0,3% (8,0GWh), ENF4,1% (3,3 GWh), EBO0,6% (1,0 GWh) e ETO 0,2%(0,9GWh).

Energisa: comparação com fevereiro de 2021

De acordo com a Energisa, o consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre (3.132,8GWh), nas áreas de concessão da companhia, apontou crescimento 0,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Conforme a empresa, o desempenho no mês foi direcionado principalmente por maiores consumos nas classes industrial, residencial e rural, que concentraram 69,5% das vendas totais de energia do Grupo no mês.

Contribuíram para esse resultado: o calendário de faturamento, o clima quente em algumas regiões, sobretudo no Sudeste, e o bom desempenho de algumas atividades industriais.

A classe residencial registrou o maior crescimento nas vendas de energia (+3,8% 45,9GWh), resultado impulsionado, principalmente, pelos desempenhos nas áreas de concessão da ESS + 10,7% (14,0GWh), EMT + 5,0% (13,7 GWh), EPB + 4,8% (8,1 GWh), EMG+10,9 (5,0 GWh) eERO + 1,8% (2,0GWh).

Os efeitos climáticos foram determinantes para esses incrementos.

A classe industrial apresentou crescimento de 4,1% (25,3GWh) no consumo, com destaque para a EMS +12,3%(13,6 GWh), responsável por 37% do incremento, motivado pelo indústria de metalurgia, minerais não metálicos, em linha com o aumento de vendas de cimento no Centro-Oeste.

“Contou ainda para o resultado o bom desempenho da agropecuária, principalmente proteína animal, seguindo a tendência positiva das exportações do país”, afirma a Energisa sobre o resulgtado comparatico entre março e fevereiro de 2021.

Energisa: atividades de mineração

A empresa relaciona também o desempenho da EMG +22,9%(7,1 GWh), puxado pela retomada das atividades de mineração; ESS +5,9% (6,8 GWh), impulsionado pela indústria de peças automotivas; EPB +4,0 (2,4 GWh), com a contribuição do setor de minerais não metálicos; e EBO +20,8% (2,3 GWh), direcionado pela indústria de calçados.

A classe rural também avançou (+2,9%ou 8,4 GWh),apresentando crescimento em 8 das 11 distribuidoras, com desempenho impulsionado pelo clima seco e o bom desempenho de algumas culturas.

“Destaque para a EMT (+8,3%ou 8,6 GWh), responsável por 57% do incremento do consumo na classe, impulsionado pela produção de soja e milho e pelo efeito calendário (0,7 dia maior)”, completa o communicado.

A ESE teve a maior alta desde 2008 (+30,4%ou 3,5 GWh), impulsionada pelo maior uso do serviço de irrigação, diante do baixo volume pluviométrico.