Eletrobras (ELET6): projeto clone para privatização; veja outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Em nova tentativa de agilizar a privatização da Eletrobrás, o governo quer que um senador apresente um “projeto clone” da proposta enviada pelo Executivo ao Congresso no ano passado.

De acordo com o Estadão, a estratégia busca inverter a ordem de tramitação do texto, começando pelo Senado para depois seguir para a Câmara, porque o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já disse que prefere deixar as discussões sobre o tema para 2021.

Técnicos, no entanto, argumentam que um senador apresentar o PL enviado pelo Executivo é inconstitucional, algo que pode até mesmo parar na Justiça, atrasando ainda mais o cronograma.

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Piemonte interessado nas torres da Oi (OIBR3)

O grupo de investimentos Piemonte Holding está analisando se avança em seus planos para disputar ativos da Oi que serão leiloados.

Segundo o Valor, depois de fazer uma oferta vinculante pelos centros de dados da operadora em recuperação judicial, a Piemonte volta sua atenção agora para a unidade produtiva isolada de torres. A UPI está com preço mínimo fixado em R$ 1,06 bilhão.

A infraestrutura digital é composta por centros de dados, cabos de fibra óptica e torres. Por isso, a Piemonte está avaliando proativamente os ativos de torres, disse o fundador e CEO do grupo, Alessandro Lombardi. O empresário destacou que esses ativos precisam de investimentos pesados, mas que são interessantes.

Para barrar Gafisa (GFSA3), Tecnisa (TCSA3) se articula

As incorporadoras Tecnisa e Gafisa tornaram mais claras, na terça-feira, suas estratégias para um confronto que promete se arrastar nos próximos meses e não deve ser pacífico.

De acordo com o Valor, no dia 19, a Tecnisa divulgou que recebeu proposta “inesperada” de fusão por parte da concorrente, que detém 3,1% de seu capital.

A posição da incorporadora fundada por Meyer Nigri é que seja rejeitada a proposta de fusão, assim como as que serão levadas pela Gafisa a votação em assembleias – elevação de 20% para 30% do limite de ações para disparo da “poison pill”, aumento de capital de até R$ 500 milhões e destituição do conselho de administração.

Produtores de celulose de olho em Santos

O leilão de dois terminais de celulose no Porto de Santos, marcado ocorrer amanhã na B3, deverá ser disputado por produtores do setor, como a Eldorado Brasil e a Bracell, do grupo asiático RGE.

Os novos contratos de arrendamento, de 25 anos, deverão gerar, juntos, em torno de R$ 400 milhões de investimentos.

Conforme o Valor, as áreas, localizadas na região do Macuco, na margem direita do porto, costumavam abrigar o terminal de contêineres do grupo Libra, que encerrou sua operação em Santos.

O critério de seleção do vencedor será pelo maior valor de outorga, que será paga à autoridade portuária, a Santos Port Authority.

IPO da CSN (CSNA3) mineração e a liquidez da empresa

Com a abertura de capital da unidade de mineração, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pode ganhar fôlego para projetos ainda engavetados.

De acordo com o Valor, a companhia fechou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 33,12 bilhões e a sua meta é chegar ao fim de 2021 com dívida de R$ 23 bilhões.

“Não abandonamos o objetivo estar abaixo de R$ 23 bilhões e isso vai exigir alguns eventos, como a venda de ativos ou abertura de capital. Vamos estudar o IPO da mineração, pois é favorável do ponto de vista do preço da commodity e da situação do mercado de capitais”, disse o diretor de relações com investidores da CSN, Marcelo Cunha Ribeiro.

CSN CSNA3 divulga balanço

A Petrobras (PETR4) e o mercado aberto

Em meio à abertura do refino, a Petrobras se prepara para lidar com a concorrência no setor.

Diz o Valor que a estatal criou este ano uma diretoria dedicada exclusivamente à área de logística e comercialização e começa a traçar os planos para o horizonte pós-2021, ano em que a petroleira espera concluir a venda de oito de suas refinarias.

Um exemplo desse movimento se deu na refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ), cujo sistema de escoamento de diesel S10, até então segregado, foi recentemente ligado ao Terminal Aquaviário da Baia da Guanabara.

A conexão permitiu à petroleira exportar o produto, por meio de cabotagem, até o Porto de Paranaguá (PR), numa região abastecida pela Repar.

IRB (IRBR3) diz desconhecer fraudes

Após nova carta publicada pela gestora carioca Squadra e divulgada pelo Valor, o IRB foi questionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o conteúdo da notícia.

Na resposta, a resseguradora diz que não lhe compete fazer juízo de valor sobre a opinião da Squadra nem sobre sua opção em manter uma posição “short” (vendida) em ações do IRB.

O IRB destaca ainda que a nova gestão – que assumiu após a queda do CEO e do CFO em função da primeira carta da Squadra, divulgada em fevereiro – realizou a revisão das demonstrações financeiras, bem como a apuração de irregularidades que foram cometidas contra a companhia.

A resseguradora cita a apuração, por investigadores independentes (KPMG Assessores e Felsberg Advogados) das questões envolvendo a informação de que a empresa americana Berkshire Hathaway faria parte da base acionária da companhia, tendo apresentado os resultados dessa apuração à CVM e à Susep, bem como denúncia ao Ministério Público Federal do Rio.

Proposta da Aneel para distribuidoras e o TCU

A proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tratar as perdas das distribuidoras em razão do novo coronavírus terá um grande aliado.

Segundo o Estadão, o Tribunal de Contas da União (TCU) considera acertada a ideia de reequilibrar a concessão – e não o contrato em si. Para o órgão de controle, não há, na prestação de nenhum serviço público, garantia de recomposição às bases iniciais do contrato, nem de manutenção dos níveis de ganhos.

Mercado financeiro reage a divergências no governo

O mercado financeiro repercute atritos entre o presidente da República e seus ministros.

Segundo o Valor, ao desautorizar, ontem, o ministro Paulo Guedes, o chefe do Executivo abalou a confiança de investidores e reacendeu especulações sobre seu apoio ao comandante da economia.

Bolsonaro explicitou a divergência que impediu o lançamento do programa Renda Brasil.

A proposta formulada por Guedes e sua equipe previa a unificação de programas como o abono salarial, o seguro defeso e o Farmácia Popular.

Isso reforçaria em R$ 20 bilhões os R$ 32 bilhões destinados atualmente ao Bolsa Família. Assim, o benefício médio aumentaria sem comprometer o teto de gastos e outras despesas.

O Congresso e a Lei de Recuperação Judicial e Falências

A Câmara dos Deputados aprovou ontem, numa rápida votação conduzida pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com apoio de todos os partidos, a reforma da Lei de Recuperação Judicial e Falências, que visa modernizar a legislação, ampliar os dispositivos de recuperação extrajudicial e outros pontos não menos importantes.

Conforme o Valor, entre as mudanças na atual lei, de 2005, está a permissão para que empresas que pedirem ou tiveram aceito pedido de recuperação judicial possam parcelar suas dívidas com a Fazenda Nacional em até 120 meses (dez anos).

O parcelamento seria uma forma de permitir a empresa reorganizar suas despesas.

Risco inflacionário à vista

Os ruídos em torno da fragilidade fiscal brasileira e a percepção de uma recuperação da atividade econômica mais acelerada fizeram com que o mercado passasse a precificar uma inflação mais forte nos últimos dias.

Conforme o Valor, o fôlego extra visto na inflação projetada pelas NTN-B – a chamada inflação implícita – vem no momento que os investidores veem os títulos indexados ao IPCA como proteção, enquanto os juros futuros têm observado pressões de alta cada vez mais intensas diante dos riscos relacionados às contas públicas.

Dados da Renascença mostram que a inflação medida pela NTN-B para agosto de 2022, por exemplo, está em torno de 3,4%. Um mês atrás, estava abaixo de 3%. Já a NTN-B para maio de 2023 indica, no momento, uma inflação próxima de 3,8%, em um nível bem acima do centro da meta para esse ano (3,25%).

Bacen acusa quadro fiscal

O Banco Central (BC) subiu nesta semana o tom de alerta sobre a gravidade do quadro fiscal.

Conforme o Valor, em ocasiões diferentes, o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, e o diretor de organização do sistema financeiro e resolução, João Manoel Pinho de Mello, usaram praticamente a mesma expressão para destacar a importância do equilíbrio das contas públicas.

No início da semana, Campos já havia feito o mesmo raciocínio de maneira quase literal.

“Neste momento, o Banco Central não é o piloto, é o passageiro. O piloto é o fiscal”, disse. O presidente do BC alertou ainda para o risco de o país voltar para uma “situação antiga”, com novas demandas e anseios por mais despesas públicas.

Coronavírus

De acordo com o consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia do novo coronavírus, os números no Brasil estão assim:

Casos confirmados: 3.717.1156;
Recuperados: 2.908.848;
Mortes: 117.665.