Eletrobras (ELET6): governo quer arrecadar R$ 100 bilhões com privatização

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Divulgação

Prevista para acontecer, no máximo, até o ano que vem, a privatização da Eletrobras (ELET6) pode render até R$ 100 bilhões aos cofres da União.

De acordo com informações do Blog da Ana Flor, do G1, os ativos da estatal, hoje, estão avaliados entre R$ 30 e R$ 40 bilhões, mas a previsão é que ele possa dobrar com a valorização da empresa.

Simule seus investimentos com um especialista e confira as melhores opções de acordo com seu perfil

As ações da Eletrobras (ELET6 e ELET3) sobem quase 3% nesta terça, em dia em que o Ibovespa opera estável. A ELET6 avança 2,85% e a ELET3, 2,97%.

Os R$ 25 bilhões restantes para fechar a estimativa dos R$ 100 bi ficariam por conta da outorga, taxa paga pelo uso de usinas.

Motivação extra para “desapegar” da Eletrobras

As estimativas positivas e os cálculos bilionários estão sendo utilizados para que o Congresso possa se animar a votar o tema o mais rapidamente possível.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ao blog do G1 que a intenção é analisar a matéria até 17 de maio, o que permitiria o envio do texto um mês antes do vencimento da MP.

De acordo com Diogo Mac Cord, secretário de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, a privatização da Eletrobras é considerada estratégica.

Ele citou ainda que a União já vendeu participações acionárias no valor de R$ 200 bilhões em ativos desde 2019.

Estatal passou por turbulências

A Eletrobras (ELET3 ELET6) reportou um lucro líquido de R$ 96 milhões no terceiro trimestre de 2020, mas passou por turbulências recentes.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., pediu demissão em janeiro, demonstrando insatisfação com o atraso no processo de privatização da estatal de energia.

Para o seu lugar foi indicado Rodrigo Limp, ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Mas, ao contrário das demais mudanças em estatais, o mercado viu a notícia de forma positiva.

Isto porque Limp é um nome que, entendem os analistas, poderá acelerar o processo de privatização da empresa – o melhor caminho para as estatais na opinião de dez entre dez analistas.

Limp é indicado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Para o BTG Pactual (BPAC11), a indicação é bem-vinda. E, embora ele não tenha experiência em gestão empresarial, “é um nome muito técnico”.

O JP Morgan também avaliou que ele tem credenciais necessárias para o cargo, por suas conexões no governo e com congressistas.

Cases da Bolsa

Aprenda análise fundamentalista de ações na prática, com maiores cases já criados na B3