Eletrobras (ELET3, ELET6) e Cemig (CMIG4) estão entre as preferências do BBI

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Reprodução/Facebook

Uma das principais gestoras de ativos do país, o Bradesco BBI fez uma análise das companhias do setor elétrico e conferiu que Eletrobras (ELET3, ELET6) e Cemig (CMIG4) permanecem estáveis.

Para o BBI, estas companhias continuam oferecendo perfil de risco atraente e com boas recompensas.

Isso porque a Eletrobras (ELET3, ELET6) tem a maior parte de sua receita estável e não depende de demanda ou hidrologia.

Já a Cemig (CMIG4) possui CFs robustos de geração e transmissão que atenuam a potencial queda de demanda de suas discotecas.

Entre as empresas de menor risco, a gestora elenca a TAESA como uma ação muito defensiva, com avaliação atrativa (TIR 9,1%, 460bps acima da NTN-B), bem como CESP e Alupar.

O BBI também avalia positivamente a Sanepar por conta dos altos rendimentos de dividendos. Ocorre que seus papeis continuam atraente mesmo em um cenário em que o próximo reajuste tarifário anual seja atrasado.

De acordo com a gestora, a fuga para a qualidade permanece mais clara à medida que o mercado está precificando a uma provável crise de crédito: os TIR (Taxa Interna de Retorno) médios para empresas percebidas como de maior risco aumentaram quase três vezes mais do que para empresas de baixo risco, em média.

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Principais preocupações

Entre a principal preocupação do BBI está liquidez, que pode ser problemáticas à carteira das elétricas, dependendo da duração da crise de Covid-19 e do tamanho da queda na demanda de energia, especialmente porque uma desaceleração econômica também pode levar a níveis mais altos de inadimplência e períodos mais longos de cobrança.

Para o BBI, esse cenário pode levar a uma redução nos dividendos.

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Desempenho misto e novos modelos

Na última sexta-feira, o Ibovespa caiu -1,8%. As concessionárias apresentaram desempenho misto, o que, em média, estava alinhado com o mercado.

Com isso, o Bradesco BBI incorporou novos modelos CESP, Engie e AES Tietê no rastreador de TIR.

Conforme a gestora, as TIR reais implícitas baseadas nas novas estimativas de fluxo de caixa são: CESP 11%, Tiete 7,6% e Engie 5,3%.

Isso porque o prêmio implícito ao risco setorial (spread médio da TIR em 10 anos de NTN-Bs) é estável em 8%.

O índice representa expansão de 550bps desde 21 de fevereiro, o último dia de estabilidade antes dos primeiros sinais dessa crise.