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Eletrobras (ELET3 ELET6): ações sobem com novo CEO e sinal de privatização

Eletrobras (ELET3 ELET6): ações sobem com novo CEO e sinal de privatização

Nesta quinta (25), a Eletrobras anunciou o novo CEO, Rodrigo Limp. Apesar da escolha ter sido feita de forma controversa, o mercado respondeu positivamente.

As ações da Eletrobras (ELET3 ELET6) continuam a subir após o anúncio da indicação do novo presidente da companhia elétrica, Rodrigo Limp, ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O mercado viu a notícia de forma positiva. ELET6 tem alta de 3,71%, com papel por R$ 34,38 e ELET3, alta de 4,21%, por R$ 33,65, às 13h55. O Ibovespa avança pouco mais de 0,8%.

Limp será o sucessor de Wilson Ferreira Jr. e teria sido indicador pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Essa sinalização é um bom indício para a privatização da empresa, que se estende há um tempo. O anúncio foi feito durante a madrugada desta quinta-feira (25).

De acordo com o banco BTG Pactual (BPAC11), o foco do próximo presidente da estatal será a aprovação da Medida Provisória 1.031, que trata da privatização da empresa. Nesse caso, o banco afirma que é preciso alguém que conheça os detalhes regulatórios das discussões de processo de capitalização. Além disso, Limp conseguiria navegar a arena política com poucos atritos.

Para o banco, a indicação de Rodrigo Limp é bem-vinda. Embora ele não tenha experiência em gestão empresarial, “é um nome muito técnico”. O JPMorgan também avalia que Limp tem credenciais necessárias para o cargo, por suas conexões no governo e com congressistas.

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Recrutadora negou Rodrigo Limp por falta de experiência

A assessoria de recrutamento Korn Ferry negou o nome de Rodrigo Limp por falta de experiência no comando de uma empresa, de acordo com fontes do Broadcast. O nome foi escolhido pela União.

Essa decisão levou à demissão de um dos conselheiros da Eletrobras, Mauro Cunha, por não concordar com a forma que o candidato foi selecionado. Ele era coordenador do Comitê de Auditoria e Risco Estaturário e representante dos acionistas minoritários. A demissão do conselheiro também foi anunciada durante a madrugada desta quinta-feira.

Conforme a comunicação divulgada, a razão de sua demissão foi de que ”houve ainda, infelizmente, quebra irremediável de confiança no processo de governança deste conselho”.

No entanto, de acordo com o comunicado da companhia, Limp foi avaliado e recomendado pelo Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração, entrevistado e aprovado pelo conselho.

Até então, Limp era secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME). Além disso, foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre maio de 2018 e março de 2020.

Rodrigo Limp é formado em Direito e Engenharia Elétrica. É especialista em gestão de empresas de energia elétrica, possui mestrado em economia do setor público e em direito regulatório. “O Rodrigo é muito bom. Mas a Eletrobras é a empresa mais complexa do Brasil e ele nunca administrou uma empresa”, disse uma fonte ao Estadão.

Para a Ativa Corretora, a escolha do CEO é uma violação da governança da empresa. “A postura do executivo exacerba rusgas entre suas diretrizes e as formas de pensar das opções selecionadas por consultoria especializada”. 

Entretanto, a casa concorda que por conta da postura de pró-privatização e boa circulação política do candidato, pode mitigar os efeitos negativos da escolha do executivo.

Eletrobras resultados

Sexta-feira passada, a Eletrobras (ELET3 ELET6) informou que registrou lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no quarto trimestre de 2020, redução de 44% na comparação com igual período de 2019.

No ano, o lucro líquido somou R$ 6,34 bilhões, uma redução de 43,4% na comparação com 2019.

A Eletrobras (ELET6 ELET3) aprovou também distribuição de dividendos, no valor de R$ 1,507 bilhão. O montante representa R$ 1,038 por ação preferencial e de R$ 0,943 por ação ordinária.

Farão jus aos proventos a base de acionistas no dia 31 de dezembro de 2020.