50% dos brasileiros ainda não têm candidato, mostra pesquisa Exame

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Exame/Ideia divulgou nesta sexta-feira (23) os dados sobre as eleições municipais que vão ocorrer no mês que vem. A pesquisa aponta que 50% dos brasileiros ainda não possuem candidatos nas eleições municipais.

Renato Mimica, diretor da Exame Research, afirma que a eleição municipal pode ter surpresas até novembro. “É notável que 21% dos entrevistados talvez não votem por causa da pandemia. Esse é um elemento novo e altamente imprevisível. E que 50% sequer escolheram em quem votar”, completou.

Nos segmentos de renda e escolaridade mais baixas, o número dos que ainda não têm candidato chega a quase 2/3 dos eleitores (63% da classe D/E por exemplo). Entre esses, 27% devem definir o(a) candidato(a) na última semana e 16% somente no dia de votar.

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Eleições municipais

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Aprovação de Bolsonaro

Bolsonaro tem uma avaliação positiva na pesquisa mais recente de popularidade. Ele atingiu 37% nos conceitos “ótimo/bom”, conforme o levantamento da equipe de análise de investimentos Exame Research.

“Os números mostram que a avaliação do presidente se mantém resiliente, dentro da margem de erro”, afirma o diretor.

E mais, 39% dos entrevistados aprovam a forma que Bolsonaro conduz o governo. Por outro lado, 39% desaprovam e 21% acham regular.

De acordo com a pesquisa, a maior aprovação (57%) está localizada na Região Norte do país.

Corrupção

Segundo o levantamento, há uma divisão da opinião pública sobre a evolução da corrupção no Brasil sob a gestão do presidente Bolsonaro. 

Para 37%, nem aumentou/nem diminuiu, 34% acreditam que aumentou e 25% consideram que diminuiu. Os que mais acreditam na redução da corrupção são da Região Norte (40%), que avaliam positivamente o governo federal. Entre os de maior aprovação, 64% acreditam na diminuição da corrupção.

A expectativa sobre a evolução da corrupção é também altamente controversa. Para 29%, vai aumentar, 35% acreditam que será igual, e para 27% deve diminuir. A avaliação/aprovação do governo (positiva ou negativa) é a principal variável que define o otimismo/pessimismo sobre o tema corrupção.

Por fim, há o caso do senador Chico Rodrigues. Entre os que souberam do episódio em que ele foi flagrado com o dinheiro na cueca (52%), 74% não mudaram sua avaliação sobre Bolsonaro. O que mais mudaram de opinião foram os pesquisados com ensino superior (26%) e classe A/B (31%).

O trabalho realizado pelo Instituto IDEIA tem uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram 1.200 entrevistas de homens e mulheres residentes no Brasil com idade igual ou superior a 16 anos.