Como o resultado das eleições na Argentina pode influenciar o Brasil

Carlos Eduardo Carlini
Jornalista amante de política, esportes e rock and roll

Crédito: Brasília - Presidente da Argentina, Mauricio Macri, deixa o Congresso Nacional após ser recebido pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A vitória da oposição nas eleições da Argentina, liderada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner pode afetar o Brasil, mas não de imediato

No último domingo (27), a população argentina foi às urnas e elegeu em primeiro turno a chapa Fernández-Kirchner. E isso apenas com 47,99% dos votos. Lá, para vencer no primeiro turno, um dos candidatos deve atingir 45% dos votos. Ou 40% se possuir vantagem igual ou superior a dez pontos percentuais para o segundo colocado.

A derrota de Maurício Macri era esperada desde as primárias. Logo quando a chapa de esquerda superou em 15% a dele. O resultado gerou impactos imediatos no mercado local. Os títulos do governo, por exemplo, despencaram e o peso também teve forte baixa ante o dólar. A ponto de o banco central limitar os saques por pessoa.

Já no Brasil, os reflexos das eleições na Argentina foram limitados. Isso significa que os investidores preferem esperar os sinais que serão dados pelo novo governo em suas primeiras decisões.

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Exportações podem ser as principais afetadas pelas eleições na Argentina

A tendência é que o mercado reaja aos poucos conforme o governo for dando as cartas. Para o Brasil, o olhar deve ficar atento aos impactos em médio prazo, a depender dos efeitos da nova política econômica – provavelmente guinada à esquerda.

A Argentina é o nosso terceiro mais importante parceiro comercial no mundo, sendo responsável por 5% das nossas exportações – ficando atrás de China e Estados Unidos. Porém, as vendas de produtos brasileiros aos argentinos diminuíram no último ano 39,3%, de US$ 12,2 bilhões entre janeiro e setembro de 2018, para US$ 7,4 bilhões no mesmo período deste ano.

O que se deve observar, portanto, é se Fernández vai optar por uma política econômica intervencionista ou liberal, e se a economia dos nossos “Hermanos” vai se recuperar ou piorar de vez. Afinal, quando se faz negócios com um país em crise, se importa parte da crise.

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