Eleições americanas: Trump vai culpar China pela pandemia em campanha

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Donald Trump vai adotar uma nova linha em sua campanha para tentar se manter como presidente nas eleições americanas, marcadas para novembro deste ano.

Segundo reportagem publicada pela Reuters, Trump adotará um discurso culpando a China pela extensão da pandemia de coronavírus em busca de votos contra o democrata Joe Biden.

“Com certeza prefiro Trump lutando contra a China do que Biden, de longe”, avisou George Engelmann, eleitor do estado de Wisconsin, certo de que a permanência do atual presidente é o melhor para os Estados Unidos reerguerem a economia após o fim da pandemia.

A declaração de Engelmann vai de acordo com o que pensam os assessores de campanha de Donald Trump, conforme a Reuters.

A campanha de 2020, disseram eles, será definida em duas bases: Trump é o único candidato capaz de ressuscitar a economia, e Biden não será tão duro com a China, país que o presidente culpa pela pandemia.

Mensagem enviada

Os assessores informaram que a nova mensagem de Trump já foi espalhada para líderes estaduais republicanos de toda a nação e enfatizada em novos anúncios anti-Biden em Estados indefinidos, como Pensilvânia, Michigan e o próprio estado de Wisconsin.

Tim Murtaugh, um dos principais porta-vozes do presidente dos Estados Unidos, foi claro: ~”Os eleitores sabem que a China agiu mal em relação ao vírus. O presidente foi claro em apontar a China como a origem do vírus. Reforçaremos isso”, avisou.

Equipe de Biden retruca

Se Trump vai adotar a estratégia de culpar a China pelos estragos feitos pelo coronavírus não somente aos Estados Unidos, mas a todo o planeta, o rival do atual presidente nas eleições americanas não deixará barato.

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Segundo TJ Ducklo, porta-voz da campanha de Joe Biden à presidência, a ideia é apontar o quão desastrosa foi a gestão de crise de Trump em meio à pandemia e o quanto ele foi simpático com os chineses quando tudo começou.

A Reuters lembrou, em sua reportagem, que Trump chegou a cobrir o presidente da China, Xi Jinping, de elogios no início do surto, entre janeiro e fevereiro, e que é isso que Biden tentará usar a seu favor.

Os assessores de Biden pontuaram ainda que Trump, ao invés de cobrar providências e dados precisos sobre a pandemia, preferiu elogiar os chineses por conta da Fase 1 do acordo comercial fechado entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

“O momento do acordo não poderia ter sido pior do ponto de vista da saúde pública, porque foi precisamente durante esse período de janeiro e fevereiro que o que mais precisávamos era de uma demanda por transparência, uma demanda por cooperação, uma demanda por respostas dos chineses”, comentou Ned Price, ex-funcionário do Conselho de Segurança Nacional do governo Barack Obama, à Bloomberg.

Coronavírus nos Estados Unidos

Os Estados Unidos seguem como o país mais afetado pela pandemia de coronavírus no planeta e, segundo a Johns Hopkins University, estão com 1.252.911 casos até esta quinta-feira à noite.

O número de mortes também segue crescendo e, de acordo com o painel online da universidade norte-americana, atingiu 75.423 neste momento.

Os números da JHU apontam ainda para o número de pacientes recuperados da Covid-19 em território norte-americano. Já são 195.036 pessoas livres da doença desde o início do surto.

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