Coronavírus faz Trump despencar e Biden liderar corrida à Casa Branca

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/CNN

A pandemia de coronavírus pode atrapalhar os planos de Trump de superar Joe Biden nas eleições americanas e se manter à frente da Casa Branca.

De acordo com os números da última pesquisa Reuters/Ipsos, realizada entre segunda e terça-feira, a aprovação de Trump caiu de 45% para 41% em relação ao último levantamento, realizado em meados de abril.

A reprovação ao atual presidente dos Estados Unidos também sofreu alterações, passando de 51% para 56% e mostrando que a missão de se reeleger não será fácil.

Joe Biden sobe

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Ao mesmo tempo em que Donald Trump cai, o seu rival na corrida à Casa Branca apresenta crescimento junto ao eleitorado norte-americano.

A pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que o candidato democrata tem apoio de 46% dos eleitores registrados, oito pontos à frente de Trump, que somou 38%.

Na última pesquisa realizada, a vantagem de Biden em relação ao presidente era de apenas 2 pontos percentuais. O aumento da diferença está diretamente ligado à forma como Trump vem encarando a pandemia de coronavírus.

De acordo com a pesquisa, a parcela de norte-americanos que reprova o comando de Trump em resposta à pandemia supera a parcela que aprova seu desempenho em 13 pontos percentuais.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada com 1.112 adultos norte-americanos, 973 identificados no ato como eleitores registrados. Os números podem apresentar variações de 4 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Democratas apresentam pacote recorde

Se Trump vem sendo criticado pela forma como combate o coronavírus, os Democratas parecem disposto a tomar o caminho oposto.

Nesta terça-feira, foi apresentado ao Congresso um plano de US$ 3 trilhões, o maior até o momento, para fornecer fundos aos estados e à população em sua luta contra os danos econômicos da pandemia de coronavírus.

De acordo com a AFP, o projeto deverá ser votado pela Câmara dos Representantes ainda nesta semana, mas deverá ter dificuldades para ser referendado no Senado, de maioria republicana, e pelo presidente Donald Trump, que afirmaram recentemente “não acharem necessária uma nova rodada de ajuda” nesse momento.

Os Estados Unidos já aprovaram diversas medidas econômicas para ajudar no combate ao coronavírus, como um plano de resgate de US$ 2,2 trilhões e um fundo de US$ 483 bilhões para ajudar pequenas empresas durante a crise econômica causada pela pandemia.

Apesar das medidas já tomadas, Nancy Pelosi, líder democrata na Câmara, fez um apelo à necessidade de o novo pacote também receber sinal verde.

“Estamos enfrentando a maior catástrofe da história do nosso país. O Congresso deve agir com coragem. Se não o fizermos, haverá um custo mais alto para vidas e meios de subsistência no futuro. Não agir é o caminho mais caro”, discursou.

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Segundo os republicanos da Câmara, o novo texto elaborado pelos democratas, que inclui uma segunda rodada de pagamentos de até US$ 6.000 por família, “jamais será aprovado pelo Senado”.

Segunda onda de contágio

A pandemia de coronavírus, que já matou mais de 80 mil norte-americanos e infectou quase 1,4 milhão de pessoas no país, ainda está longe de terminar. E pode piorar, caso o presidente Donald Trump insista em sua ideia de reabrir a economia.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, avisou ao comitê do Senado norte-americano que o país deveria seguir as recomendações dos especialistas de saúde para esperar sinais, como um declínio no número de infecções novas, antes de reabrir o comércio.

“Existe um risco real de você desencadear um surto que não pode controlar e que, de fato paradoxalmente, causará um retrocesso, não somente levando a algum sofrimento e mortes que poderiam ser evitados, mas podendo até causar um retrocesso no caminho para se tentar uma recuperação econômica”, alertou, à Reuters.

Segundo Fauci, ao invés de perder tempo discutindo com os governadores dos Estados sobre a reabertura do comércio em todo o país, o presidente Donald Trump deveria focar seus esforços no enfrentamento ao que rotulou de “vírus mortal” e, com isso, evitar perdas ainda maiores.

“Os esforços deveriam se concentrar nas práticas de saúde pública comprovadas de contenção e mitigação”, concluiu o especialista, que na última semana foi impedido pela Casa Branca de depor a um comitê da Câmara dos Deputados de maioria democrata, sob a alegação de que tal depoimento seria “contraproducente”.

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