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Eleições 2018: Os 5 grandes desafios do próximo presidente do Brasil

Eleições 2018: Os 5 grandes desafios do próximo presidente do Brasil
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A menos de quatro meses das eleições 2018, a discussão sobre quem será o próximo presidente do Brasil ganha cada vez mais espaço, seja nos noticiários, redes sociais e roda de amigos. No entanto, pouco se fala a respeito do país que será entregue ao final do mandato de Michel Temer.

candidatos

A seguir, pontuaremos alguns temas emergenciais, que são (ou ao menos deveriam ser) objeto de profunda observação quando do momento da escolha dos candidatos.

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O que você verá neste artigo:

Teto dos gastos

A recente aprovação do teto dos gastos, forçará já em 2019, um controle mais rígido sobre o orçamento federal. A margem para despesas em relação ao PIB será de 3,09%, a menor desde 1997.

Em 1999, ano que marcou o início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, esta mesma margem correspondia a 3,7% do PIB.

Já Luiz Inácio Lula da Silva, dispôs de 3,1% e 3,6% nos anos de 2003 e 2007 respectivamente. Sua sucessora Dilma Rousseff, teve disponíveis 4,1% no ano de seu primeiro mandato (2011) e 4,2% em 2015.

Portanto, fique de olho no histórico de controle orçamentário do seu candidato. Pesquise se ele possui histórico de responsabilidade com gasto público!

Reforma da Previdência

Ponto de grande divergência, a retomada da discussão a respeito da reforma previdenciária fatalmente estará presente nas primeiras páginas da agenda do novo presidente da república.

Em 2019, as despesas previdenciárias corresponderão a 8,4% do PIB e como a pirâmide etária indica, o problema só tende a aumentar. Repare no quadro abaixo, como este percentual é completamente fora da curva, principalmente diante de uma população jovem.

Cabe lembrar, que a estimativa (se nada for feito) é de que em 2060, as despesas ultrapassem os 17%.

Minoria

Das poucas certezas até o momento, o fato de que o próximo presidente não terá maioria no congresso talvez seja a mais presente.

A alta rejeição ao governo Temer (acima dos 90%), indica que o MDB perderá força e representatividade no congresso. Nenhuma pesquisa até o momento, registrou quaisquer chances do candidato da legenda (Henrique Meirelles) em dar sequência ao atual governo.

Temer

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou em certa oportunidade que “nenhum presidente governa sem o PMDB e esta afirmação é repetida até hoje no meio político, no entanto, o próximo presidente não só terá de governar sem o MDB, como possivelmente terá o partido como oposição.

Velha política

Em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, 72% dos brasileiros admitem que esperam uma renovação política com as eleições 2018.

Mas os dados históricos das últimas eleições, mostram que dificilmente o povo terá seu desejo atendido e obviamente por sua única e exclusiva culpa.

O quadro abaixo mostra os altos percentuais de candidatos à reeleição (sempre acima de 70%) em eleições passadas. O percentual de quem efetivamente consegue se reeleger também é muito próximo dos 70%, o que por consequência, que apenas metade da câmara dos deputados se renova.

tabela

Cabe ressaltar que as vagas novas muitas vezes são preenchidas por “políticos de carreira”, ou seja, ex-prefeitos- ex-governadores, ex-senadores ou mesmo políticos que já passaram pela câmara em outras ocasiões.

Logo, o novo chefe do executivo precisará de muita habilidade política no trato com as “velhas raposas” de Brasília.

Reforma Tributária

Tida como prioridade (junto com a reforma da previdência) do governo Temer, a reforma tributária não avançou na câmara dos deputados em 2018. A explicação é simples: O tema é impopular e em ano de eleição, ninguém quer ter seu nome relacionado a nenhum tipo de medida deste tipo.

Se é verdade que a Reforma da Previdência deverá ser a “ficha 1” do próximo governo, a Reforma Tributária deve ir a reboque, visto que ambas visam estancar o déficit primário.

Qualquer candidato que não se mostrar a favor desta agenda reformista, deve ser encarado com sérias restrições. Não há mais espaço para o populismo.

Desemprego

Apesar de alguns indicadores positivos como o IPCA e SELIC (nos patamares mais baixos da história) e a volta do crescimento do PIB (ainda que abaixo do esperado), o número de desempregados não acompanha esta onda de boas notícias.

Segundo o IBGE, 13,7 milhões de brasileiros estão sem emprego. Ao menos metade dos 10 grupos de atividades pesquisados, tiveram aumento no índice de desemprego, no comparativo do primeiro trimestre de 2018 ante ao último trimestre de 2017.

Uma nova discussão em torno da recente e polêmica reforma trabalhista, não está descartada pelos atuais pré-candidatos. Possivelmente, o desemprego será o calcanhar de Aquiles das campanhas de candidatos ligados ao atual governo (caso de Henrique Meirelles e Rodrigo Maia).

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Filipe Teixeira

Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.

É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.

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