Eleições 2018: O Brasil quer mudar, não mudando

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st
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A quatro meses das eleições 2018, que prometem ser uma das mais emblemáticas da história, a sociedade brasileira volta suas atenções para os noticiários e obviamente, para os resultados das pesquisas que medem as intenções de voto.

Desde os impactantes desdobramentos da operação lava jato, passando pelo impeachment de Dilma Rousseff, o julgamento de Lula e os sucessivos escândalos envolvendo o governo de Michel Temer (quando não ele próprio), criou-se um sentimento comum de que as eleições de 2018 serviriam de marco para o fim da velha política, abrindo espaço para novos partidos e lideranças.

renovação política

Em recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, 72% dos entrevistados admitiram que esperam que o Brasil viva uma renovação política a partir das eleições de 2018.

[box type=”error” align=”” class=”” width=””]Ao longo do texto, mostrarei que na prática, infelizmente as coisas devem ser bem diferentes.[/box]

A visita do presidente ao hospício

Conta-se que certa feita o presidente foi visitar o hospício.

Ao chegar, foi recepcionado por uma legião de “fãs” gritando em uníssono :

– Viva o Presidente! Viva o Presidente!

Ao notar apenas um dos súditos calado, um dos assessores do presidente abordou-o:

– E você, por que não está gritando: “Viva o Presidente”?

– Porque eu não sou louco, sou médico.

Mais do mesmo

Ocorre que até o momento, todos os indicativos dão conta de que a as eleições 2018 não passarão de “mais do mesmo”.

Ao cargo máximo do poder executivo por exemplo, velhos conhecidos (que tentam a todo pano vender o contrário) da nossa política disputam as primeiras colocações, na ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (outro nome que não nos traz nada de novo).

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Que país liberal é esse?

Liderando as atuais pesquisas, Jair Bolsonaro e seus 30 anos e nove partidos de carreira política, marcados muitos mais pelas polêmicas e desafetos colecionados, do que por sua atividade parlamentar propriamente dita.

Em 1994, Bolsonaro votou contra o Plano Real juntamente com PT, PCdoB e PDT, tendo votado de forma contrária também nas duas ocasiões em que se tentou reformar a previdência, em 1996 e 1999 respectivamente.

bolsonaro coração

Em 1997, Bolsonaro foi contrário a “Lei do Petróleo” que visava acabar com o monopólio de pesquisa, extração, refino, importação e exportação por parte da União.

Sobre a privatização da Vale do Rio Doce, o deputado afirmou em 1999 que Fernando Henrique Cardoso estava cometendo um “crime” contra o país e que “sua pena deveria ser o fuzilamento.

Agora, aliado à Paulo Guedes (seu indicado para a pasta da fazenda) Bolsonaro se mostra um defensor de políticas liberais, entre elas a diminuição do estado através de privatizações estratégicas.

A Oligarquia Gomes

Assumindo recentemente o posto de segundo colocado, o não menos jurássico Ciro Gomes iniciou sua carreira política em 1983. Lá se vão 35 anos de vida pública.

Assim como Bolsonaro, Ciro Gomes também fez questão de “empregar” a família na política: O irmão Cid Gomes foi governador do Ceará em duas ocasiões, Ivo Gomes, outro irmão, já cumpriu mandato de deputado estadual e atualmente é prefeito de Sobral (berço do clã dos Gomes).

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oligarquia ciro gomes
Ciro encontrou espaço até mesmo para a ex-esposa Patrícia Saboya, eleita senadora pelo estado do Ceará.

A língua afiada e a predisposição por se envolver em polêmicas gratuitas também são um grande ponto em comum.

Enquanto Bolsonaro cumpriu fielmente o papel de opositor ao longo de sua carreira política, o mesmo não se pode dizer de Ciro Gomes, que foi ministro de Itamar Franco e Lula.

Nos 35 anos de carreira política, Ciro Gomes já trocou de partido em 7 ocasiões.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]No governo de Dilma Rousseff, foi a vez do irmão Cid Gomes, assumir o Ministério da Educação em 2015.[/box]

Calcanhar de Aquiles

Além da extensa carreira política, da vocação pela polêmica e do constante uso de discursos populistas, Bolsonaro e Ciro compartilham de outro ponto em comum nestas eleições 2018: O mau desempenho entre o público feminino.

ciro machista
Ambos precisam alinhar seus discursos ou ao menos parar de falar bobagem, se pretendem livrar-se do rótulo de machistas.

Ficha limpa

É justo dizer, entretanto, que ambos candidatos mesmo com a longa carreira, nunca sofreram condenações em nenhuma instância e talvez seja justamente esta a razão de seus bons desempenhos até o momento nas eleições 2018.

Exceções que confirmam a regra

Dos partidos ainda inexpressivos, Novo e PRB, surgem os nomes de João Amoêdo e Flávio Rocha como figuras que de fato podem ser consideradas como “novas”. No entanto, ambos não devem ultrapassar número superior a 1% dos votos.

marina-alckmin-alvaro dias

Seguindo a lista de candidatos, mais nomes que representam o conceito exposto até aqui: Marina Silva (Rede) que exerce cargo público desde 1988, Geraldo Alckmin que em 1988 ajudou a fundar o PSDB e Álvaro Dias que cumpriu seu primeiro mandato de deputado estadual em 1970.

Outros sinais importantes

A perpetuação da velha política não ameaça apenas o cargo máximo do executivo. No quadro abaixo estão os índices históricos de renovação na câmara dos deputados:

renovação camara

Note como a renovação de metade da câmara é uma constante nas últimas eleições. No entanto, cabe esclarecer alguns fatos importantes:

O primeiro deles é o índice de recandidatura. Muitos deputados deixam de tentar a reeleição, seja por aposentadoria, desgaste ocasionado pela atividade ou mesmo a tentativa de eleger-se para outros mandatos (governador, prefeito, senador, etc.)

Neste ano, este índice tende a ser maior, muito em virtude da votação recente do STF que alterou a compreensão do entendimento a respeito do foro privilegiado. Muitos deputados tentarão a reeleição principalmente por questão de sobrevivência.

Vantagens de quem já possui mandato

Os detentores de mandatos, largam em vantagem na corrida por diversas razões, as principais delas são:
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  • Possuir base eleitoral consolidada;
  • Fidelização de cabos eleitorais;
  • Dispor de recursos para angariar apoio, por exemplo: emendas individuais que só em 2018 superam os R$ 14 milhões;
  • Verbas de gabinete mensais estipuladas por volta de R$35 mil com despesas decorrentes da atividade parlamentar (incluem passagens, hospedagem, impressos, locações, etc.);
  • Verba mensal de R$ 78 mil para contratação de pessoal;
  • Prestígio, poder e acesso à mídia.

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[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Outro fato que favorece os atuais mandatários é a diminuição da propaganda eleitoral gratuita para 35 dias, ou seja, menos tempo para que a população se familiarize com “rostos novos”[/box]

Ainda que não obtenham a reeleição, é muito provável que estas vagas apenas circulem dentro do que conhecemos como oligarquia local ou seja, ex-deputados, ex-prefeitos, ex-governadores ou ainda parentes indicados por estes. Também não se deve desconsiderar as celebridades (e subcelebridades), jogadores de futebol e etc.

Todos estes fatos reforçam a tese de que a velha política está mais presente do que se imagina.

Justamente por estas razões, Dilma Rousseff  e Aécio Neves lideram as pesquisas ao senado em Minas Gerais.

dilma-aecio-minas-gerais

No Rio de Janeiro, Romário, Eduardo Paes e pasme, Anthony Garotinho lideram a disputa pelo Governo do Estado.

Em Roraima, a família de Romero Jucá (com três denúncias oferecidas pelo STF) deve lançar a candidatura de sua Mulher, Teresa Surita, ao Governo do Estado. O filho Rodrigo, estuda candidatura ao cargo que já ocupou: Deputado Estadual.

Diante do exposto, cabe a você caro leitor, exercer seu dever cívico da maneira que achar mais adequado: Como médico ou como louco.

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