Eleições 2018: conheça as propostas dos principais candidatos à presidência para a economia

No dia 7 de outubro de 2018, a população brasileira irá às urnas para escolher o próximo Presidente da República, porém, quem assumir esse cargo terá uma missão bastante complicada, pois o Brasil vive, atualmente, um momento econômico nada favorável. Com uma previsão de déficit nas contas públicas que chega a R$ 139 bilhões e mais de 13 milhões de desempregados, o país vem sofrendo com um índice de crescimento econômico abaixo do esperado desde o início desse ano.

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Pensando nisso, reunimos algumas das principais propostas dos candidatos mais bem colocados nas últimas pesquisas eleitorais: Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

Ciro Gomes (PDT)

A principal proposta do candidato é a criação do programa Nome Limpo, que tem por objetivo ajudar quase 63 milhões de brasileiros a tirar o seu nome dos cadastros de proteção ao crédito como SPC e Serasa. Para isso, seriam feitas renegociações das dívidas com descontos de multas e correções. Isso faria com que milhões de pessoas voltassem a ter acesso ao crédito e, consequentemente, aqueceria a economia.

Outra proposta é a geração de dois milhões de empregos ainda no primeiro ano de mandato. O candidato pretende implantar um plano emergencial de geração de emprego que visa retomar obras paradas e investir em obras de saneamento básico e construção de moradias populares.

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Ciro Gomes também apresentou uma proposta de reindustrialização para o Brasil com vistas a fazer com que o país volte a crescer e a gerar empregos. O candidato defende, ainda, uma reforma na Previdência social com a criação de um sistema público de capitalização em que os trabalhadores fazem uma “poupança” para pagar a própria aposentadoria.

Dentre os planos do candidato, destaca-se: a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o acerto das contas do governo com diminuição de despesas, a mudança da composição da carga tributária redução da taxa de juros e a manutenção de uma taxa de câmbio competitiva. Outra medida é a redução dos impostos que recaem sobre a população mais pobre e a classe média, recriando o atual imposto de renda sobre lucros e dividendos e aumentando as alíquotas do imposto sobre heranças e doações. Por fim, o candidato também propõe a revogação da negociação que levou à venda da empresa Embraer para a Boeing.

Fernando Haddad (PT)

A principal proposta do candidato do Partido dos Trabalhadores para a economia é revogar as medidas que foram tomadas durante o governo do atual presidente Michel Temer como a emenda do teto de gastos, a Reforma Trabalhista e as mudanças que envolvem o marco regulatório do pré-sal. Também estão previstas a adoção de medidas emergenciais que têm por objetivo fazer com que o Brasil consiga sair da atual crise econômica como: redução dos juros, criação de linhas de crédito que possuem juros e prazos mais acessíveis e a criação de um plano emergencial de empregos que tem por foco os jovens e a retomada de obras paralisadas.

Haddad pretende, ainda, isentar do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) todos os brasileiros que ganham até cinco salários mínimos e criar faixas de contribuição para quem recebe mais que isso. Outro ponto é a tributação de grandes movimentações financeiras, a distribuição de lucros, dividendos e grandes patrimônios.

No campo da indústria, o governo petista pretende estimular a reindustrialização do Brasil, utilizando linhas de financiamento disponibilizadas pelos bancos públicos. Além disso, Fernando Haddad propõe a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que substitui a atual estrutura de impostos indiretos brasileiros como o ICMS, IOF, IPI, ISS e outros. Uma reforma bancária também está prevista no plano de governo e para isso seria adotada uma tributação progressiva sobre os bancos, com alíquotas reduzidas aos que oferecem crédito com menores custos e prazos maiores. Outra proposta é a adoção de regras para a entrada de capital especulativo no Brasil e a inibição da volatilidade do câmbio.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Privatização das empresas estatais, eliminação do déficit público em até dois anos, simplificação do sistema tributário por meio da criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) para atrair mais investimentos para o Brasil são as principais propostas no âmbito da economia do candidato tucano para o Brasil.

Alckmin também propõe a realização de uma reforma na Previdência Social que cria um sistema único de aposentadoria para os trabalhadores dos setores público e privado. Outra proposta é priorizar as políticas que permitam o desenvolvimento pleno das potencialidades das regiões Norte e Nordeste do país em áreas como a geração de energia renovável, turismo, indústria, agricultura e economia criativa.

O candidato pretende, ainda, abrir o mercado brasileiro e fazer com que o comércio exterior seja responsável por 50% do PIB brasileiro.

Os investimentos em infraestrutura serão realizados em parceria com empresas da iniciativa privada e o atual Plano Safra será transformado em um plano plurianual que visa dar previsibilidade às regras da política agrícola no país.

Jair Bolsonaro (PSL)

O candidato deixa claro em sua campanha que o responsável por tratar de assuntos relacionados à economia durante seu mandato será o economista Paulo Guedes, que é a favor da manutenção do chamado “tripé macroeconômico” e de uma simplificação no sistema tributário com a criação de um imposto único federal. Bolsonaro defende a prática do livre mercado e a redução da dívida pública em cerca de 20% por meio de privatizações, concessões e venda de imóveis que são de propriedade da União.

Outra proposta é criar o Ministério da Economia, que será responsável por executar funções que hoje são desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Indústria e Comércio Exterior, além das funções da Secretaria Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Ele não defende a permanência do Ministério das Cidades, mas, pelo contrário, sua extinção e o repasse de recursos diretamente para os municípios.

A eliminação do déficit público é uma das prioridades do candidato que propõe a ação ainda no primeiro ano de mandato, convertendo-o para superávit no segundo ano. Bolsonaro pretende introduzir paulatinamente um modelo de capitalização para a Previdência Social. Outro ponto é a criação de um Balcão Único que facilitaria o processo de abertura e fechamento de empresas uma vez que centralizará diversos serviços. O candidato defende tanto a privatização da Petrobrás quanto a redução de impostos. É contra a taxação de grandes fortunas e heranças, mas é a favor de novas tributações a empresários. Há também planos para tornar o Brasil um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento nos campos do grafeno e do nióbio.

Marina Silva (Rede)

A candidata pretende realizar uma política de controle dos gastos públicos de modo a impedir que esses ultrapassem o limite de 50% do crescimento do PIB. Além disso, defende que não deve ser feito um aumento na atual carga tributária do país e propõe a simplificação de impostos com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços, que agregaria PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Marina Silva é contra a emenda do teto de gastos aprovada por Temer e defende que a atual proposta de reforma da Previdência deve ser revista e implementada já no início de seu governo. Outra proposta é acabar com a chamada “bolsa empresário”, programa de subsídios para grandes empresas. Além disso, a candidata pretende revisar as renúncias fiscais e suspender a criação de REFIS.

Quanto à privatização de empresas estatais, a candidata diz que os casos devem ser analisados individualmente, porém não há planos para privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal. Por fim, Marina pretende criar uma instância de governo especializada em atrair o setor privado para atuar em obras de infraestrutura.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Vale destacar que, em 2018 temos 13 candidatos na disputa pela vaga de Presidente da República e está em nossas mãos analisar e escolher qual deles tem o melhor plano de governo e as melhores propostas para tirar o Brasil de vez dessa crise. Para isso, consulte o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Nele, você pode baixar as propostas dos candidatos para todas as áreas como saúde, educação, segurança pública e emprego.[/box]