Eike Batista movimentou mais de R$ 40 bilhões no exterior, aponta denúncia

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

O empresário Eike Batista voltou a ter seu nome ligado a casos de corrupção e lavagem de dinheiro nesta quinta-feira (6).

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, duas associações de investidores entregaram à Justiça relatórios que mostram transações financeiras envolvendo contas no exterior feitas pelo empresário que movimentaram R$ 41 bilhões entre 2007 e 2015.

A petição a que o jornal teve acesso, e que foi divulgada em primeira mão pelo site O Antagonista, mostra que a Abradin (Associação Brasileira de Investidores) e a Aidmin (Associação dos Investidores Minoritários) trazem um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com remessas totais de R$ 33 bilhões feitas por um braço da OGX Petróleo (OGXP3) e Gás nas Bahamas, entre dezembro de 2011 e novembro de 2012, época em que a OGX tinha Eike como controlador.

Os advogados das associações argumentam na denúncia que a conduta de Eike e de outros executivos do grupo resultaram em um “bilionário desvio de poupança dos investidore.

De acordo com eles, a ação acabou afetando “todo o Sistema Financeiro Nacional, seus agentes e instituições operadoras” e “abalando a confiança de investidores, nacionais e estrangeiros sobre o mercado de capitais brasileiro”.

Outras empresas envolvidas

O relatório da planilha diz ainda que está demonstrado o volume financeiro movimentado fora do país, bem como o volume financeiro que fora transferido para contas bancárias nos Estados Unidos, o que envolve o Banco UBS, o Banco Itaú (ITUB4) e Banco BTG Pactual.

Os credores alegam na denúncia que “a ligação entre o Banco Pactual (incluindo o UBS Pactual) e o grupo EBX chega a ser umbilical”.

“Tudo indica que os Bancos UBS e Pactual ajudaram Eike Batista a construir o seu império”, diz parte do texto, reproduzida pelo site Brasil 247.

Essa última planilha citada aponta uma movimentação de mais de R$ 8 bilhões, em nome de Eike, entre 2007 e 2015.

O Coaf teria indicado ainda uma transferência de R$ 2,85 bilhões para uma conta de mesma titularidade da OGX, de nº 995947504, no JP Morgan Chase Bank, nos Estados Unidos.

Defesa

A defesa de Eike Batista não se manifestou para nenhum dos veículos que divulgaram a denúncia, mas, à Folha de S.Paulo, o Itaú Unibanco afirmou que todas as operações da instituição “são absolutamente lícitas, legais e de acordo com as melhores práticas do mercado financeiro”.