Efeito Copom e dólares indo embora – Call de fechamento

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Agência Senado

Um dia frustrante para o investidor brasileiro, em suma esse é o sentimento colhido nesta quinta-feira onde o Ibovespa, após criar expectativas de alta pelo quarto dia consecutivo, não conseguiu acompanhar nem de perto o mercado norte-americano, que hoje renovou seus topos históricos nos três principais índices de Nova Iorque, depois da China cortar de 10% para 5% as tarifas de importação sobre alguns produtos americanos e de 5% para 2,5% para outros.

A redução nas taxas, que foram impostas em setembro de 2019 no âmbito da guerra comercial, beneficia um total de US$ 75 bilhões em produtos dos Estados Unidos. Em contrapartida, no dia 14, os EUA vão cortar de 15% para 7,5% as tarifas sobre US$ 150 bilhões em produtos chineses.

Isso posto, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,30%; o S&P 500, +0,33%, e Nasdaq, +0,67%.

Enfraquecida pela retirada do dinheiro estrangeiro, ainda mais incentivada por um novo corte na Selic e a notícia de que a agência Fitch, não deve melhorar no curto prazo o rating soberano do Brasil, o Ibovespa não teve forças, humor e tampouco estômago, caindo 0,72% aos 115.189 pontos com volume financeiro negociado de R$ 28,189 bilhões. O tombo não foi maior graças a Petrobras, que colheu ótimos resultados da oferta de suas ações, que estavam em poder do BNDES: Petrobras ON (+2,69%) e PN (+2,78).

Em um cenário mais macro, as perspectivas de curto prazo de fato não parecem tão animadoras como outrora, o acordo comercial assinado com os EUA, deve diminuir as compras de soja e petróleo brasileiro, além dos impactos óbvios da desaceleração na própria China, em decorrência do coronavírus.

Em resposta a este cenário, o dólar comercial registrou alta de 1,1% a R$ 4,2852 renovando máxima histórica nominal.