Educação financeira será ensinada no primário e no fundamental em 2020

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

A educação financeira é um tema que vem se destacando ao longo do tempo. A percepção de valor e o gosto em poupar vem ajudando famílias a administrar suas finanças. Essa percepção se deve a materiais disponíveis gratuitamente em mídia digital, ensinando a cuidar das finanças.

Já nas escolas, a educação financeira é repassada conforme a grade curricular de cada rede. Mas, hoje a figura tem sido diferente, o que antes era uma opção agora passa a ser direito do brasileiro, de acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

A Base Nacional Comum Curricular, é um documento que determina o básico que deve ser ensinado nas escolas, desde ao ensino primário ao ensino médio. Conforme o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), aprovado pelo Ministério da Educação (MEC), a educação financeira deve ser incluída no currículo até 2020.

Segundo Claudia Forte, superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), “É uma grande oportunidade, uma grande conquista para a comunidade escolar do país”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

“A educação financeira busca a modificação do comportamento das pessoas, desde pequenina, quando ensina a escovar dentes e fechar a torneira para poupar água e economizar. Isso é preceito da educação financeira”, acrescentou Cláudia.

Em conjunto, o Serasa Consumidor e o Serasa Experian realizaram uma pesquisa sobre educação financeira. O resultado aponta que um a cada três estudantes entenderam a importância em poupar, através de projetos envolvendo finanças. Outros 24% levaram o assunto para os familiares. E 21% afirmaram que entenderam mais como usar o dinheiro.

Muito ainda precisa ser feito

Aplicar este ensino nas escolas envolve uma série de fatores. Preparar e qualificar os educadores é um deles. Outro ponto, é elaborar material didático. Tudo isso requer tempo.

Conforme Luiz Miguel Garcia, presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), os municípios que representam a maior parcela de matriculas públicas no ensino primário e fundamental, em 2020, prepararão educadores para levar o ensino sobre finanças e outras implementações previstas pela BNCC.

“Tivemos um grande foco na construção dos currículos e, agora, em 2020, entramos no processo de formação. Educação financeira, inclusão, ensino socioemocional, todos esses elementos vão chegar de fato na sala de aula a partir da discussão que fizermos agora”, diz.