Educação financeira: saiba como fazer a sua

Humberto Maurício Pennacchia
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Crédito: Pixabay

Vou relatar uma história verídica que foi bem marcante. Certo dia, estava na fila de uma lotérica para o pagamento de contas, quando notei a minha frente duas jovens na faixa dos dezesseis anos. Como estavam uniformizadas, logo percebi que eram estudantes. Elas conversavam animadamente em voz alta sobre vários assuntos. Em determinado momento da conversa, uma disse: “Eu gosto de ir a escola, acho importante o conhecimento, porém sinto muita falta de uma matéria que poderia ser incluída no currículo”. Ao ouvir isso, sua amiga perguntou: “Qual matéria”? Ela respondeu: “Educação Financeira”. E completou: “Acho importante que todas as pessoas saibam como fazer o melhor uso do dinheiro, entendam a importância da disciplina financeira em suas vidas”.

Ao ouvir isso, pensei: Está jovem está certa, assim como ela, qualquer um de nós  precisa ao longo de sua vida aprender, pelo menos o básico, sobre educação financeira. Pensando nisso, trarei algumas sugestões com o melhor intuito de ajudá-lo a entender um pouquinho sobre esse tema.

Quando falamos em educação financeira, geralmente pensamos que basta apenas começar a poupar ou cortar gastos. O tema é muito mais amplo e precisa ser melhor entendido.

O que é educação financeira?

De forma geral, educação financeira é o preparo que deve existir ao longo do tempo  para, quando chegarmos em determinada idade, termos qualidade de vida e segurança material. Sabemos que dinheiro é igual cobertor curto em dia de frio, se você opta por cobrir a cabeça, fatalmente os pés sentirão frio.

Imagine a seguinte situação, você está passeando pelas vitrines de determinada loja quando, de repente, seus olhos se fixam no sapato que você sonha em comprar há muito tempo. Porém, há um probleminha, é final de mês e você está sem dinheiro. Qual sua reação:

a) Compra em 3 vezes no cartão.

b) Não compra agora, mas já sabe que no pagamento voltará para buscá-lo.

c) Para e pensa que o dinheiro que irá gastar, poderá fazer falta para adquirir algum produto essencial.

Decisões simples como essa, as vezes se tornam um bicho de sete cabeças, pois não temos controle sobre o planejamento financeiro de nossas vidas. Por isso, é importantíssimo que você  tome as decisões de forma racional e equilibrada, sabendo  as consequências que o seu ato trará para a sua vida.

Imprevistos podem acontecer a qualquer hora, saiba se você dispõe de recursos para solucioná-los. Sendo assim, pergunte-se sempre: Eu tenho uma reserva de emergência caso surja uma necessidade imediata?

Crie o saudável hábito de estabelecer objetivos e metas  de curto, médio e longo prazo. Agindo assim, você irá descobrindo, aos poucos, quais são suas reais necessidades na vida.

Lembre-se, esse não é um processo fácil, exige autoconhecimento, disciplina, determinação e, principalmente, saber quais são as prioridades do momento.

Pense a respeito. Com certeza, essa matéria irá ajudá-lo para que você tenha uma vida mais equilibrada e paz para tomar as melhores decisões.