Educação financeira será obrigatória nas escolas no próximo ano

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Cresce a importância da educação financeira para uma inserção crítica e consciente no mundo atual

Segundo dados da Serasa Experian, a quantidade de pessoas com o nome sujo ou com dívidas atrasadas ultrapassou 63 milhões no último ano no Brasil.

Os números assustam, são mais de 40% da população adulta com problemas financeiros.

Não há como negar que a educação financeira vem ganhando cada vez mais espaço espaço em todas as mídias.

Mas a verdade é que muito trabalho ainda precisa ser feito para melhorar a instrução financeira da população. 

Nesse contexto, o governo federal, através do Ministério da educação resolveu encabeçar uma maior conscientização sobre a administração das finanças pessoais.

A partir de dezembro de 2019, todas as escolas brasileiras devem atender às novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular-BNCC . Entre elas, uma das mais relevantes situa-se justamente no contexto da educação financeira, que agora é uma habilidade obrigatória nos componentes curriculares de todo o país.

Segundo a BNCC, atualmente há mais espaço para o empreendedorismo individual em todas as classes sociais. 

Nesse sentido, cresce a importância da educação financeira e da compreensão do sistema monetário nacional e mundial. Esses fatores são imprescindíveis para uma inserção crítica e consciente no mundo atual.

O ensino fundamental passará a oferecer o estudo de conceitos básicos de economia e finanças. Dessa forma, temas como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras, rentabilidade, investimentos e impostos agora serão discutidos em sala de aula.

Já para o Ensino Médio, a Educação Financeira também é importante pois trabalha a compreensão de temas mais complexos como o sistema monetário nacional e mundial, é o que explica Lélia Longen Fontana, coordenadora editorial de Matemática,da Conquista Solução Educacional

Para Lélia, ensinar os alunos a lidar com o dinheiro é essencial. Principalmente tendo em vista que eles podem ser agentes multiplicadores junto às suas famílias. 

“A educação financeira está diretamente relacionada à construção da cidadania. Em tempos de consumismo desenfreado, é preciso desenvolver o senso crítico dos alunos em relação ao consumo. Além disso, discutir aspectos ligados ao desequilíbrio financeiro, à falta de planejamento, ao desemprego e seus efeitos nas famílias torna-se relevante. Portanto, educar sob o olhar da Educação Financeira é uma maneira de preparar crianças e jovens para o futuro, favorecendo sua formação cidadã e tornando-os capazes de estabelecer julgamentos, tomar suas próprias decisões e atuar de forma crítica em relação aos problemas colocados pela vida em sociedade”, concluiu Lélia.