Eduardo Sampaio defende fim de monopólio da Casa da Moeda

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Notas de real são fabricadas exclusivamente pela Casa da Moeda do Brasil Foto: Divulgação/Agência Senado

O presidente da Casa da Moeda, Eduardo Sampaio, anunciou na última quarta-feira (12), em audiência pública promovida pela comissão mista, que analisa as Medida Provisória 902/19 (MP) que retira da Casa da Moeda o monopólio na fabricação de papel moeda, moedas metálicas e passaportes, que a empresa gasta muito com seus funcionários e precisa ser modernizada. As informações são da Agência Senado.

“Temos em torno de 500 funcionários a mais do que deveríamos ter, mas faltam profissionais com qualificações em áreas de novos produtos, produtos digitais. A gente poderia estar crescendo nessa linha de produtos, rastreabilidade, que é uma linha de negócio interessante. A gente vem fazendo esforços para desenvolver, mas achamos que para obter resultados rápidos nesse sentido, a empresa precisa fazer algum tipo de parceria com empresas privadas”, disse Sampaio sobre a modernização da Casa da Moeda, que depende do apoio de empresas privadas.

O Secretário Especial de Desestatização, Salim Mattar, reiterou a intenção do governo de reestruturar a empresa para melhorar a qualidade do serviço e disse que acabar com o monopólio da produção de papel-moeda pode ajudar a reduzir custos.

“Nós queremos desonerar o cidadão. É histórico que todo monopólio se torna ineficiente, improdutivo, porque não tem concorrência e acaba se perdendo”, avaliou.

A MP 902 afirma que até 2023, a produção de moedas e passaportes estará sob a responsabilidade da Casa da Moeda e a Receita Federal será responsável por habilitar e definir parâmetros para empresas com as mesmas funções que as empresas estatais. A medida também cancelou o direito exclusivo da Casa da Moeda de imprimir selos e controle financeiro sobre a fabricação de cigarros.


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