EDP (ENBR3) reporta lucro recorde de R$ 1,3 bi

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikimedia

A EDP Brasil (ENBR3) registrou um lucro líquido recorde de R$ 1,3 bilhão em 2019, representando uma alta de 5,1% em relação ao ano imediatamente anterior.

No último trimestre de 2019, o lucro atingiu R$ 499,3 milhões, uma redução de 4,7% na comparação com o mesmo período de 2018.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) somou R$ 874 milhões no 4º trimestre de 2019, contra R$ 847,3 milhões no 4ºTRI18. Ao longo de 2019, o EBITDA totalizou R$ 2,9 bilhões, alta de 5,3% em relação a 2018.

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Já a margem bruta atingiu R$ 4,2 bilhões, alta de 8,8%.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pela “melhoria operacional da Distribuição, com destaque para ambas as revisões tarifárias; no reforço da estratégia de investimento na transmissão, com excelência na execução;  na mitigação eficaz do risco energético, através da gestão integrada das geradoras com a comercializadora; no alargamento da presença na área de serviços de energia, com destaque para a energia solar distribuída; na liderança e compromisso em inovação e sustentabilidade”.

Em 2019, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 433,2 milhões, uma aumento de 18,3% sobre as perdas de R$ 366,3 milhões.

Investimentos

Os investimentos somaram R$ 2,8 bilhões, alta de 148,9%. Os aportes foram destinados para área de  transmissão, com destaque para o avanço das obras dos lotes 18 e 21, decorrente da emissão da licença de instalação.

Nos demais segmentos (Holding, Serviços e Grid), a companhia descataca “os investimentos em novos projetos de eficiência energética, tecnologia e desenvolvimento de novos negócios”.

Dívida

A dívida líquida somou R$ 5,6 bilhões, alta de 26,4%.

A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda dos ativos consolidados, ficou em 1,9 vez ao final de 2019 e 2,2 vezes considerando a participação em Jari,Cachoeira Caldeirão e São Manoel. Retirando os efeitos não recorrentes dos últimos 12 meses, a alavancagem seria de 2,5 vezes.