Ecorodovias (ECOR3) tem queda de 29,9% no volume de tráfego

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Divulgação / Ecorodovias

A Ecorodovias (ECOR3) informou nessa quinta-feira (30) os números prévios consolidados do volume de tráfego nas rodovias administradas pela empresa.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o movimento entre 16 de março e 28 de abril de 2020 teve retração significativa, de 29,9%.

A empresa contabiliza em seu balanço da movimentação veículos leves (carros de passeio com dois eixos e motos) e pesados (ônibus e caminhões) que passam por seus pedágios.

No período analisado de 16 de março a 28 de abril de 2020, passaram pelas rodovias de 7 das empresas administradas pelo grupo, 24,53 milhões de veículos, contra 35,01 milhões entre 18 de março e 30 de abril de 2019, o que representa a queda de 29,9%.

Ajuste com a Eco050 e Eco135

A queda diminuiu um pouco quando se contabiliza as duas outras rodovias do grupo. A Eco135, cuja cobrança do pedágio se dá a partir de 1º de abril de 2019, e a Eco050, que era administrada por outra concessionária em 2019, trazem o volume consolidado para uma queda de 24,6%.

Ou seja, o consolidado nas rodovias das 9 empresas administradas pela Ecorodovias, nos períodos analisados, passam de 42,56 milhões em 2019 para 32,09 milhões em 2020.

A Eco135 é uma empresa do grupo que administra a BR-135, MG-231 E LMG-754, entre Curvelo e Montes Claros, em Minas Gerais. A Eco050 é a empresa que passou a administrar 437 quilômetros da BR-050, entre Goiás e Minas Gerais.

Ecorodovias: mais números

As maiores quedas se deram com a Ecopistas, que administra o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, ligando a capital paulista ao Vale do Paraíba, no leste de São Paulo, com 46,8% a menos de tráfego, saindo de 10,39 milhões nos meses analisados de 2019 para 5,52 milhões nos meses analisados de 2020; e com a Ecoponte, que administra a Ponte Rio-Niterói, que saiu de 3,50 milhões de veículos para 1,82 milhões, uma queda de 47,9%.

Entretanto, há empresas que viram elevação no número de veículos passando por seus pedágios.

A Ecovia Caminho do Mar, que administra a BR-277, entre Curitiba e o litoral paranaense, a PR-508, que liga Alexandra a Matinhos, a PR-407, das Praias de Leste, e as PR-804, PR-408 e PR-411, entre Morretes e Antonina, teve aumento de 1,78 milhões de veículos para 2,08 milhões em 2020, alta de 16,3%.

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Mesmo fenômeno pôde ser notado com a Eco135 já citada, que passou de 2,58 milhões nos meses recortados de 2019 para 2,95 milhões nos meses analisados em 2020, alta de 14,3%.

A única empresa que não entrou no balanço foi a Ecovias do Cerrado, que administra 437 quilômetros da BR-364 e BR-365, ligando Uberlândia (MG) e Jataí (GO).

Diferença anual

No acumulado do ano, até o momento, em comparação com o mesmo período de 2019, a queda foi menor, de 10,4%, se juntar as 7 empresas do grupo, menos a Eco135 e a Eco050.

Com as 9 empresas, a queda é bem menor, de 2,3%, passando de 112,13 milhões de veículos em 2019 para 109,58 milhões de veículos em 2020.

Em nota, a empresa diz que “continua atuando proativamente, em coordenação com governos e órgãos reguladores, com o objetivo de endereçar da melhor forma possível o impacto da crise sobre seus colaboradores, seus usuários e suas operações”.

CCR passa pelo mesmo problema

O novo coronavírus atingiu em cheio o transporte de pessoas. A CCR, que administra a Dutra, a estrada mais movimentada do país, entre Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras, tem o mesmo problema da Ecorodovias.

A CCR apresentou redução no tráfego total de 34,1% na semana em relação ao mesmo período de 2019. Já o fluxo comercial caiu 17,4% e o de passeio teve declínio de 53,2%.

No ano, o trânsito total e de passeio recuaram 0,9% e 7,8%, respectivamente. Enquanto a movimentação comercial aumentou 5,4%.

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