Ecorodovias (ECOR3): queda de tráfego se mantém; Iguá informa troca de comando

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Sistema Anchieta-Imigrantes, da Ecovias, é uma das concessões do grupo EcoRodovias.

A Ecorodovias (ECOR3) divulgou nesta quinta-feira (09) os números do tráfego de veículos pelas rodovias sob sua administração.

No comparativo entre 18 de março e 09 de julho de 2019 e o mesmo período em 2020 (começando em 16 de março até 07 de julho), o número caiu 18,9%, saindo de 110,803 milhões para 89,886 milhões.

No acumulado de 2020 até 07 de julho, o tráfego caiu 7,2%, passando de 180,340 milhões para 167,383 milhões.

O recorte procura analisar o período em que os governos estaduais e municipais começaram a fechar suas economias locais para tentar conter a proliferação do novo coronavírus.

Os números são referentes à soma de veículos leves e pesados que passam pelos pedágios.

Rodovias mais importantes

A Ecovias, há 22 anos de administração do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista e o litoral, especialmente o Porto de Santos, teve queda de 21,5%, caindo de 17,759 milhões para 13,941 milhões.

A Ecoponte, administrando a Ponte Rio-Niterói, viu cair 38,4% o tráfego, saindo de 9,045 milhões no período analisado em 2019 para 5,576 milhões em 2020.

A Ecopistas, que compreende o Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, ligando a capital paulista ao litoral norte do estado e o Vale do Paraíba, teve o recuo de tráfego mais sentido da Ecorodovias: 39,5%, indo de 26,358 milhões em 2019 para 15,953 milhões em 2020.

Ecorodovias (ECOR3)

Iguá troca comando

A Iguá informou que o CEO Gustavo Guimarães encerrou seu ciclo de três anos à frente da companhia. A saída foi após a conclusão do processo de reestruturação da companhia.

Agora o comando da Iguá passa a ser exercido por Carlos Brandão. O executivo foi CFO e Diretor de R.I. da Oi Telecom, onde liderou processos de M&A, desenvolvimento de novos negócios, formulação do plano estratégico e, o processo de reestruturação da Oi junto ao mercado de capitais nacional e internacional,que culminou com o reequilíbrio da sua estrutura de capital e com a elaboração do novo plano estratégico e operacional.

Conforme a nota, Brandão chega com a missão de impulsionar ainda mais o crescimento da Iguá.

Além disso, a companha pretende explorar o momento positivo que o setor vive após a aprovação do novo marco legal.

Em meados de março deste ano, a Iguá adiou a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

O IPO havia sido requerido em 23 de agosto do ano passado.

Sobre a Iguá

A Iguá atua no gerenciamento e na operação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Atualmente, está presente em 37 municípios de 5 estados brasileiros: Alagoas, Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

Por meio de suas 18 operações, a Iguá beneficia aproximadamente 6 milhões de pessoas.