Metas financeiras: descubra o quanto economizar para atingir objetivos

Victor Meira
Com formação em Ciências Sociais e Jornalismo, experiência em redação nas editorias de esportes, empregos, concursos, economia e política.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Atingir metas financeiras não é uma tarefa fácil. No Brasil, apenas 3% da população investe em ações na Bolsa de Valores e mais da metade dos brasileiros não têm o hábito de poupar dinheiro.

O país sofre com falta de uma educação financeira adequada. Se você deseja entrar para este seleto grupo de poupadores e investidores e tem a intenção de começar a economizar, está no lugar certo. Este artigo dará dicas de como e quanto investir para atingir metas financeiras.

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Na educação financeira, recomenda-se criar alguns objetivos de curto, médio e longo prazo para estimular a investir. Estes objetivos podem ser a entrada para o financiamento de um apartamento, a compra de um carro, uma viagem, um item de consumo ou até mesmo a criação de um fundo emergencial.

Com as metas traçadas, a pessoa sabe que o recurso é destinado exclusivamente para cumprir objetivos. A meta também ajuda a planejar a quantia necessária para atingir o propósito.

Taxa de poupança

Após formular os objetivos e criar um planejamento financeiro, é importante calcular a taxa de poupança. Trata-se de uma porcentagem dos rendimentos que serão destinados para os investimentos. 

Para calcular a taxa de poupança é preciso que colocar na ponta do lápis todos os rendimentos e, principalmente, os gastos. Quanto aos gastos, devem ser considerados todos, até mesmo aquele que parece ser o mais insignificante.

Com essas informações em mãos, faça o seguinte cálculo: subtraia seus gastos da sua receita; divida pelo número da sua renda; e multiplique por 100.

Veja o exemplo abaixo: 

Vamos supor que você ganhe R$ 3 mil e tem gastos de R$ 2,4 mil. Quando subtraímos R$ 2,4 mil de R$ 3 mil, temos o resultado de R$ 600. Ao dividir este valor pela receita, que é R$ 3 mil, o cálculo é de 0,2. Portanto, a taxa de poupança será de 20%. Inclusive, 20% dos rendimentos é a porcentagem recomendada pelos especialistas em educação financeira para a reserva de dinheiro.

Essa é a fórmula simples da taxa de poupança. Ainda há uma metodologia de cálculos sobre a taxa para ampliar o entendimento do conceito. Essa metodologia é chamada de taxa completa da poupança. 

Com essa metodologia, a pessoa deve inserir nos seus rendimentos todos os benefícios que recebe como auxílio alimentação, vale transporte, descontos etc. Além disso, ela deve incluir nos gastos os descontos em folha, como INSS, imposto de renda, plano de saúde, dentre outros.

O objetivo deste exercício é analisar o total de receitas e gastos feitos, para monitorar melhor a vida financeira e decidir a fatia correta para os investimentos.

Método 50, 30, 20

O método 50, 30, 20 é um modelo de planejamento financeiro com o objetivo de controlar o orçamento e destinar parte dos recursos para uma poupança. Basicamente, ele é uma distribuição da sua renda, além de sugerir uma forma ideal de utilização do dinheiro.

O método consiste em alocar 50% dos rendimentos em gastos essenciais, aqueles que são para subsistência básica, como aluguel, alimentação, transporte etc. Outros 30% são reservados para gastos de desejos pessoais, com bens e serviços não essenciais, como lazer, consumo de tecnologias, dentre outros. E 20% são para a formação de renda emergencial ou investimentos.

Vamos dar mais um exemplo, com um rendimento de R$ 3 mil. Na parte dos 50%, R$ 1,5 mil serão para as necessidades; enquanto que na parte dos 30%, R$ 900 serão para gastos não essenciais. Por fim, nos 20%, R$ 600 serão para poupança e investimentos.

Essa metodologia auxilia na criação de um hábito de controle financeiro, uma vez que você organiza a divisão proposta pelo método 50 30 20.

Quanto economizar para atingir as metas financeiras?

Os modelos apresentados são ferramentas úteis para descobrir se você está no caminho certo para atingir suas metas. Visto que elas são indicadores para compreender a evolução do patrimônio, além do gerenciamento dos recursos. 

Lembra que no início do artigo destacamos que criar objetivos é a pedra fundamental para você atingir as metas? Então, com o seu planejamento em mãos, utilize as informações que as metodologias mostraram para saber se você está no caminho correto ou se precisa realizar mudanças para chegar no seu destino.

Vale destacar que você precisa ser realista ao determinar as metas. Lembre-se que as metas foram criadas para serem batidas e não para serem uma eterna busca sem fim, pois isso resultará em desmotivação. 

Ademais, o tempo também precisa ser considerado. Por isso, é fundamental classificar as metas para prazos de curto, médio e longo prazo. 

Por exemplo, nas metas de curto prazo, pode ser planejada a compra de produto novo, como um smartphone; já nas de médio prazo, pode ser a entrada do carro ou do apartamento; enquanto que no longo prazo pode ser a aposentadoria. 

E para finalizar, a poupança é um processo de reavaliação constante para saber se os objetivos são compatíveis com a sua realidade. Se a sua renda tem uma queda por conta de uma demissão, é preciso diminuir o volume de dinheiro e reavaliar se as metas financeiras serão atingidas.

Além disso, o processo de reavaliação também deve questionar o investimento escolhido para a aplicação. Lembre-se que o cenário econômico do país está em constante mudança. O dinheiro investido no local errado pode trazer uma grande dor de cabeça. Por isso, estude em quais locais os recursos devem ir e reposicione-os quando for preciso.

Se quiser aprender a investir, acompanhe a jornada do investidor no vídeo abaixo:

 

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