Economistas falam sobre acusações de Trump em relação ao real

Sabrina Oliveira
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Crédito: Kevin Lamarque/Reuters

No início desta semana, Donald Trump anunciou que vai retomar cobranças de tarifas sobre o aço e o alumínio do Brasil vendidos para os Estados Unidos e acusou o Brasil de deixar o dólar se desvalorizar de propósito para favorecer exportadores do país, manipulando a taxa de câmbio.

Na semana passada, em um evento em Nova Iorque, nos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que diante da redução da taxa básica de juros do país, o câmbio de equilíbrio ‘tende a ir para um lugar mais alto’, sendo controverso as publicações do presidente americano nas redes sociais.

De acordo com especialistas, quando um governo quer desvalorizar a própria moeda, basta deixar de atuar no mercado. Quando a moeda perde o valor, os produtos ficam mais baratos para o mercado externo, eliminando clientes similares do mercado externo, assim como Trump acusa o Brasil.

Atualmente, o Brasil tem US$ 369,8 bilhões em reservas cambiais, que equivale a quase sete vezes o saldo negativo que o Brasil acumulou nos últimos 12 meses até outubro em negócios com o exterior, que foi de US$ 54,8 bilhões.

Economistas afirmam que o verdadeiro motivo da alta do dólar é que a quantidade de moeda estrangeira que está saindo do Brasil é maior que o de entradas, por isso o dólar americano está subindo.

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Especialistas também afirmam que o governo de Jair Bolsonaro não está fazendo força para recuperar a moeda, e um dos principais fatores por trás do dólar forte e do real fraco é a taxa de juros, além da conveniência do próprio governo, que poderia aproveitar a alta do dólar para vender mais no mercado internacional, aumentando a receita, gerando empregos e alimentando a atividade econômica enquanto o consumo interno não acelera.

Em 2019, as exportações do país estão 6,7% abaixo do mesmo período de 2018, enquanto as importações aumentaram em 0,7%, resultando em superávit comercial de US$ 29,1 bilhões, muito abaixo do saldo correspondente ao mesmo período de 2018.

De acordo com André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, as projeções para o dólar, fechando este ano, será de R$ 4,30.

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