Economia cresce acima do esperado pelos economistas há apenas poucas semanas

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay

Nos Estados Unidos, os economistas estão aumentando suas previsões de crescimento para o quarto trimestre deste ano. Nessa perspectiva, um dos principais motivos é a diminuição que houve no déficit comercial e a recuperação surpresa demonstrada pelos investimentos no setor empresarial em outubro.

O crescimento inesperado

A rápida atualização das previsões de crescimento dos economistas pelo CNBC/Moody Analytic mostrou um aumento médio de 0,1% para para 1,8%.

Além disso, o governo relatou uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do país (EUA) maior do que o esperado. Nesse sentido, está previsto uma alta de 2,1%, ante 1,9% da previsão anterior.

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Em vista disso, os economistas estão observando se todos esses sinais de recuperação demonstram uma desaceleração nos gastos ou não.

Dessa forma, os economistas do J.P Morgan aumentaram na quarta-feira sua previsão de crescimento do PIB do quarto trimestre deste ano. Assim, acreditam, agora, que o PIB alcançará a marca de 2,15% e não mais 1,25%.

Em soma, essa previsão foi tão surpreendente que o Fed (Federal Reserve) de Atlanta havia previsto um PIB de apenas 0,4% para o quarto trimestre de 2019, isso 8 dias atrás. Não obstante, agora a previsão do Sistema de Reserva Federal de Atlanta para o PIB neste mesmo período é de 1,7%, um grande salto para esse curto período de tempo.

O que motivou a revisão de crescimento?

De acordo com os economistas do J.P Morgan, o que mais os motivou à revisar o crescimento do PIB foi o relatório de comércio internacional de outubro.

Desse modo, tal relatório mostrou um estreitamento “surpreendentemente grande” do déficit comercial.

“A maior contribuição para revisão do crescimento veio do relatório comercial internacional de outubro, que mostrou um estreitamento surpreendentemente grande do déficit comercial”, explicam os economistas do J.P Morgan.

Ademais, as notícias sobre a melhoria nos gastos de capital de negócios foi um outro ponto de motivação.

Nesse sentido, essa categoria teve um baixo desempenho em grande parte do ano, eis o motivo da melhoria ser tão positiva.

“Mas também ouve boas notícias no relatório de bens duráveis de outubro, que indicou alguma melhoria nos gastos de capital de negócios, uma categoria que tem sido fraca por grande parte do ano”, completaram.

Novos benefícios

Com o aumento da expectativa de crescimento do PIB, diversos pontos positivos surgem.

Dessa maneira, como um ótimo exemplo, pode-se citar a diminuição na diferença comercial para US$ 66,5 bilhões, o que demonstra uma queda de 5,7%.

Assim sendo, a diminuição foi possível devido às importações e exportações terem diminuído em outubro.

Somado a isso, enquanto alguns economistas esperavam o declínio, os principais bens de consumo tiveram um aumento de capital de 1,2% em outubro, ante 0,4%.

“Embora grande parte da melhoria de outubro tenha ocorrido em componentes voláteis, as estimativas recebidas dos principais pedidos de bens de capital colocam o investimento comercial em uma base mais sólida no quarto trimestre do que pensávamos”, observam os economistas do Barclays.

Consumidor

Os gastos do consumidor tem sido o principal pilar da economia. No entanto, aparentemente os consumidores estão moderando nos gastos, haja vista o aumento real de apenas 0,1% após outubro, o menor ganho desde fevereiro.

“O crescimento do consumo foi moderado nos últimos três meses, em comparação ao ritmo extremamente forte de março a julho. Ainda assim, o consumo nominal sólido, aliado ao impulso do crescimento dos salários e ordenados, sugere que os gastos podem continuar sendo o principal fator de crescimento até 2020”, escreveram os economistas do Citigroup.

Nessa perspectiva, Chris Rupkey, economista-chefe da MUFG Union Ban, concorda que o consumidor permanece no banco do motorista da economia.

“Podemos agradecer que a economia ainda esteja em um bom lugar com o crescimento econômico um pouco melhor, uma recuperação nas despesas de equipamentos duráveis das empresas e um declínio acentuado no desemprego que, juntos, contam a história de que a recessão está longe de ser vista e não deve estar no radar de qualquer pessoa em 2020”, escreveu Rupkey.

Além disso, ele disse que o salto nos gastos com negócios é um forte indicativo de melhora no quarto trimestre.

“O impulso futuro da economia foi afetado este ano pela escalada da guerra comercial, que criou uma nuvem de incerteza para as empresas, interrompendo suas cadeias globais de fornecimento de peças necessárias para a produção doméstica que estavam em décadas”, completou.

Leia na íntegra: Economy growing better than economists had expected just a few weeks ago