Economia brasileira registra alta de 0,47% e cresce pelo 3º mês consecutivo, segundo dados do Banco Central

O Banco Central divulgou dados do mês de agosto que revelam a expansão no nível de atividade da economia brasileira pelo terceiro mês consecutivo. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) é considerado uma espécie de “prévia” do resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Esse indicador apresentou um crescimento de 0,47% em agosto, isso se comparado ao mês de julho. O resultado favorável foi calculado depois da realização de um ajuste sazonal, ou seja, um tipo de “compensação” feita para comparar períodos diferentes.

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

Se levado em consideração os números de agosto de 2017, o IBC-Br apresenta um crescimento de 2,5% (isso sem levar em conta o ajuste sazonal). O resultado do nível de atividade apresentou expansão em junho e julho desse ano, isso após uma queda de 3,33% ocorrida em maio, mês marcado pela greve dos caminhoneiros, conforme mostra o gráfico abaixo:

Os números gerados pelo Banco Central também mostram que, nos oito primeiros meses de 2018, o indicador do nível de atividade apresentou expansão de 1,28%, isso sem considerar o ajuste sazonal. No valor acumulado, considerando 12 meses até agosto de 2018, a prévia para o PIB registrou um crescimento de 1,50% (indicador dessazonalizado).

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

O resultado oficial do PIB é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a próxima divulgação oficial ocorrerá no dia 30 de novembro desse ano, quando o órgão disponibilizará o resultado referente ao terceiro trimestre de 2018.

O PIB e o IBC-Br

O resultado do PIB representa a soma de todos os bens e serviços que são produzidos em um país. Esse indicador permite medir a evolução da economia. Por outro lado, o IBC-Br foi desenvolvido com o objetivo de tentar antecipar o resultado do PIB, antes mesmo da divulgação feita pelo IBGE.

O problema é que, nem sempre, os resultados obtidos no IBC-Br mostram proximidade com os resultados oficiais do PIB, pois a fórmula de cálculo dos dois indicadores apresenta algumas diferenças. No caso do índice elaborado pelo Banco Central, são incorporadas estimativas para setores como a agropecuária, a indústria, serviços e, também, os impostos.

O IBGE informou, no fim do mês de setembro, que o PIB brasileiro apresentou um crescimento de 0,2% no 2º trimestre de 2018, isso em uma comparação feita com os três meses anteriores. Esse resultado foi sustentado pelo setor de serviços do país e também sofreu uma forte pressão por conta da queda da indústria e dos investimentos. Isso reforça o cenário de perda de ritmo e de uma recuperação lenta da economia brasileira.

Para esse ano, portanto, o mercado financeiro apresenta uma estimativa de expansão em 1,34%. Já para o ano que vem, estima-se um crescimento do PIB equivalente a 2,5%.

Definição dos juros

Além de estimar o PIB, o IBC-Br também é uma ferramenta utilizada pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros do país. Assim, com um menor crescimento da economia, por exemplo, na teoria, haveria uma menor pressão inflacionária.

A taxa Selic está, atualmente, em 6,5% a.a., isso na mínima histórica. A estimativa do mercado é que esse valor alcance 8% até o fim do ano de 2019.

Assim, o Banco Central precisa ajustar os juros para conseguir atingir as metas de inflação preestabelecidas. Em um cenário de taxas muito altas, as pessoas e empresas tendem a consumir menos e isso faz com que os preços fiquem baixos ou instáveis.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]A meta central da inflação, definida para 2018, é de 4,5%. Além disso, há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Isso significa que o resultado da inflação oficial do Brasil, medida pelo IBGE por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode fechar entre 3% e 6% sem que a meta desse ano seja descumprida.[/box]

Hora do teste de perfil!

Faça o teste de graça e descubra se você é um investidor conservador, moderado ou agressivo.

[banner id=”teste-perfil”]