EBITDA: o que é, para que serve e como calcular?

Luca Tavormina
Colaborador do Torcedores
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Crédito: edar por Pixabay

A avaliação da saúde financeira de uma empresa e da sua operação também utiliza alguns indicadores, como o EBITDA. Já conhece esse conceito?

EBITDA: o que significa?

A palavra EBITDA é o acrônimo de “Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization”. Traduzido para o português vira Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”, cujo acrônimo é LAJIDA.  

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Como a própria sigla diz, esse indicador traz a visão de quanto a empresa está gerando com suas atividades operacionais, não incluindo investimentos financeiros, empréstimos e impostos. 

Na prática, com o EBITDA é possível entender melhor a eficiência do negócio: o investidor passa a saber quanto a companhia está gerando de caixa com base exclusivamente em suas atividades operacionais, desconsiderando os impactos financeiros e dos impostos.

Porque se usa o EBITDA?

O EBITDA é um número muito interessante para analisar a competitividade e a eficiência das empresas, pois ajuda a analisar a geração de caixa de uma empresa, medindo com maior precisão a produtividade e a eficiência do negócio. 

Um exemplo prático para entender como usar esse dado: medir o desempenho de empresa endividada, por exemplo!

Pode ser que os encargos que essa empresa precisa pagar podem reduzir o lucro mas, olhando para o EBITDA, é possível ver se ela está sendo produtiva e eficiente, o que sugere potencial para pagar suas contas e gerar caixa no futuro. 

O EBITDA é um ótimo indicador também quando se compara empresas sediadas em países diferente já que cada um deles possui regime tributário diferente e fórmulas distintas para calcular depreciações e amortizações.

Existe EBITDA negativo?

A resposta é sim, uma empresa pode ter EBITDA negativo. Isso significa que a operação da empresa não está sendo rentável

Isso não quer dizer que ela necessariamente está tendo prejuízos no seu resultado final, já que pode estar tendo ganhos, por exemplo, com o retorno de investimentos. Só quer dizer que a empresa não está gerando caixa operacional.

Óbvio que todas as empresas buscam ter um EBITDA positivo: se o operacional da empresa não está gerando valor o bastante para pagar suas despesas, mesmo que o negócio tenha algum lucro, significa que ele se tornará insustentável no longo prazo.

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Como se calcula o EBITDA?

Primeiramente, é importante entender que os dados para esse cálculo se encontram todos na DRE (Demonstrativo de Resultados de Exercício) e, para se calcular o EBITDA, é preciso descobrir antes o lucro operacional líquido da empresa. 

Esse pode ser obtido subtraindo a receita líquida da empresa, o custo das mercadorias, das despesas operacionais e das despesas financeiras líquidas.

Após chegar ao cálculo do lucro operacional líquido, é preciso adicionar os valores de depreciação e de amortização.

Na prática, A fórmula de cálculo do EBITDA pode ser representada assim:

Lucro operacional líquido + Depreciações + Amortizações = EBITDA

Últimas considerações

Como qualquer outro indicador financeiro, o EBITDA nunca deve ser usado de forma isolada. Isso porque o EBITDA pode passar uma falsa ideia sobre a saúde financeira da empresa e sua liquidez.

Os impostos, juros, amortizações e depreciações desconsiderados pelo EBITDA podem afetar dramaticamente o lucro líquido do negócio e revelar uma instabilidade financeira que não está relacionada com o operacional, mas com dívidas, má gestão ou até um ambiente tributário hostil.

Além disso, o indicador não considera o montante de reinvestimento requerido (pela depreciação), fator especialmente crítico nas empresas que apresentam ativos operacionais de vida curta. 

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