E-commerce: Via Varejo (VVAR3) e Lojas Americanas (LAME4) são os preferidos da Eleven

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Em 2020 o setor de e-commerce foi sem dúvida um dos mais beneficiados pela pandemia de Covid-19, com uma forte aceleração do crescimento e também da penetração das vendas online em diversas categorias onde possuía baixa penetração.

Assim, os players tradicionais tiveram suas estratégias colocadas à prova, diante de um ambiente competitivo mais acirrado, com o ingresso de novos players especializados em e-commerce.

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De forma geral, os varejistas tradicionais, B2W (BTOW3), Lojas Americanas (LAME4), Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR) e Mercado Livre (MELI34) foram os que realmente se beneficiaram deste movimento.

E-Commerce horizontal

Dessa forma, a Eleven destacou, em relatório, sua preferência por Via Varejo (VVAR3) e Lojas Americanas (LAME4), quando considerado o e-commerce horizontal.

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Via Varejo (VVAR3)

Em relatório, a Eleven escreveu que o grande destaque entre as empresas do e-commerce horizontais listadas no Brasil foi para a Via Varejo.

Isso porque a varejista teve avanço de 143% no GMV on-line, que por sua vez contava com uma base de comparação mais fácil, vinda de um crescimento de 6% em 2019, pois a empresa estava iniciando seu processo de turnaround.

De todo modo, o sólido crescimento demonstra um bom trabalho realizado pela administração, principalmente em meio a um ambiente mais acirrado em termos de concorrência. É inegável que estes bons resultados estão refletidos também na valorização do papel nos últimos doze meses de 183% (UDM, data base 06 de abril de 2020).

Mesmo com a elevada valorização da Via Varejo no período, a Eleven ainda enxerga o papel bastante descontado em relação aos seus pares, pois a companhia, mesmo com o crescimento do GMV superior a 100% no 4T20, conseguiu entregar uma margem Ebitda.

Por fim, a casa de análise ressalta que a Via Varejo promoveu melhorias na experiência do marketplace ao longo deste início de ano.

No quarto trimestre, a Via Varejo (VVAR3) reverteu prejuízo de um ano antes e lucrou R$ 336 milhões, com desempenho acima do consenso.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas, através das iniciativas O2O, ampliou de forma significativamente suas no e-commerce, de modo que o GMV O2O da controladora apresentou avanço de 95% a/a.

Desta forma, mesmo com as lojas físicas registrando queda de 7,1% na receita, o Universo Americanas apresentou crescimento de GMV total de 22,5% no ano.

A Eleven vê a integração cada vez maior entre Lojas Americanas e B2W como grande diferencial para o Universo Americanas, uma vez que se junta a capilaridade das mais de 1.700 lojas da Americanas com os 22 fulfillment centers e 200 hubs, além dos mais de 87 mil sellers (dados do 4T20) da B2W, potencializando tanto o sortimento, quanto a logística das empresas em conjunto.

Com o recente anúncio de estudos para a fusão de Lojas Americanas e B2W, a Eleven acredita que devem ser destravadas diversas oportunidades ligadas à unificação de estoques, maior poder de negociação frente a fornecedores e ampliação do sortimento.

Além disso, haveria sinergias mais óbvias, como a integração dos backoffices e demais estruturas organizacionais redundantes.

Dessa forma, a operação seria uma alavanca para o crescimento das receitas das empresas combinadas, bem como uma maior rentabilidade conjunta.

No quarto trimestre, a Lojas Americanas (LAME4) registrou um lucro líquido de R$ 400,4 milhões no quarto trimestre de 2020, aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

E-commerce vertical

Ainda no relatório, a Eleven destacou também suas preferidas quando analisados negócios verticais de e-commerce, que são a Mobly (MBLY3) e a Westwing (WEST3).

“Com a boa performance dos papéis de players horizontais, foi aberta oportunidade para que players verticiais, isto é, especializados em uma categoria ou segmento específico de mercado também tivessem acesso ao mercado, como com o IPO da ENJU3, MBLY3 e WEST3.”

Em comum, estas empresas têm o fato de todas serem empresas nativas digitais, sendo que no caso da Enjoei não conta sequer com pontos de contato físico com os clientes.

Outro destaque fica com a Mosaico, que atua como varejista e empresa de tecnoloogia, como geradora de tráfego às plataformas de e-commerce.