Duratex (DTEX3): BTG eleva preço-alvo a R$ 20 e reforça opção de compra

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Divulgação / Duratex

As ações da Duratex (DTEX3), após o pregão desta quarta-feira (26), ficaram cotadas a R$ 16,30, com alta de 1,62%. Mas os analistas do BTG Pactual (BPAC11) elevaram o preço-alvo para R$ 20 e recomendam a compra.

Em abril, o BTG acreditava que a Duratex seria uma das empresas que mais sofreria durante a atual crise.

O entendimento era de que os impactos econômicos no emprego e na confiança do consumidor seriam severos para a empresa.

Entretanto, quatro meses se passaram e essa visão mudou totalmente, dizem os analistas do banco.

“A Duratex foi amplamente beneficiada pelos mercados de construção resilientes (pequenas obras + reformas + novos lançamentos) e agora esperamos um crescimento de 10 a 20% anuais no 2S20”, diz o banco em relatório.

Resultados surpreendentemente fortes no terceiro trimestre

A empresa tem operado perto da capacidade total em algumas de suas linhas de produção.

E opera com estoques baixos.

Agora, o banco prevê “uma expansão do EBITDA anual para 2020”.

Além disso, espera “resultados surpreendentemente fortes no 3T”.

“Nosso preço-alvo é de até R$ 20, o que implica um upside de ~25% dos níveis atuais”, sublinha.

Divisões da Duratex

Segundo fontes do BTG, “a produção de julho está próxima da capacidade máxima na divisão de painéis de madeira, e um pouco abaixo para Deca e cerâmica”.

A demanda tem se acelerado nos últimos meses, “o que significa que essas elevadas taxas de utilização devem ser sustentadas por todo o 3T”.

O BTG alerta que a divisão de painéis de madeira está funcionando perto da capacidade total, o que implica uma expansão de volume de 20 a 25% na comparação anual, já no terceiro trimestre.

Apesar do “pior mix de produtos”, o BTG diz que “altas taxas de produção devem aumentar a diluição de custos fixos e sustentar margens próximas a 20% nos próximos trimestres”.

Com relação à Deca, espera-se um crescimento de 10 a 15% na comparação anual para o terceiro trimestre.

Além disso, o banco estima taxas operacionais próximas a ~80%, o que também pode impulsionar as margens para mais perto de 20%.

Por fim, na parte de cerâmica, a divisão está operando “há muito tempo” quase em sua capacidade total.

O BTG acredita que que isso deve continuar.

“Também esperamos que as sinergias comecem a aparecer e que as margens voltem aos níveis de 20%”, conclui.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.