Dulce Pugliese de Godoy Bueno segue sendo a mulher mais rica do Brasil

Paulo Amaral
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Dulce Pugliese de Godoy Bueno matriarca do grupo Amil, e que em janeiro deste ano ultrapassou Luiza Trajano na disputa de maior bilionária do Brasil, está ainda mais rica.

A recente lista divulgada pela Forbes confirmou que a empresária de uma das maiores companhias de saúde do País se manteve na ponta da lista de maiores bilionárias do Brasil, agora com fortuna estimada em US$ 6 bilhões (R$ 30,21 bilhões, na cotação atual).

De acordo com a Forbes, mais do que superar Luiza Trajano, Dulce Pugliese de Godoy Bueno se manteve em posição de destaque no ranking geral de bilionários brasileiros, ocupando a quarta colocação entre homens e mulheres.

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À frente dela, aparecem somente Marcel Herrmann Teles, da Ambev, com fortuna aproximada de US$ 11,5 bilhões (R$ 57,9 bilhões), Jorge Neval Moll Filho, da Rede D’Or, com US$ 11,3 bilhões (R$ 56,89 bilhões) e a Família Safra, com US$ 7,1 bilhões (R$ 35,75 bilhões).

Este é o posto mais alto que uma mulher já chegou na cobiçada lista. Antes dela, o recorde pertencia a Maria Consuelo Leão Dias Branco, que figurou na sexta posição em 15 de julho de 2017, com fortuna de R$ 13,25 bilhões.

No ranking global de bilionários, Dulce Pugliese de Godoy Bueno ocupa a posição número 451. Tudo isso graças ao estrondoso crescimento de seus ganhos de 2020 para 2021, na casa de 71,43%, de acordo com a Forbes.

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Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza (MGLU3), por sua vez, segue como a segunda maior bilionária do País, e a sexta colocada no ranking geral, com fortuna aproximada de US$ 5,3 bilhões (R$ 26,68 bilhões).

Trajano é a sexta maior bilionária brasileira no ranking geral, e ocupa o posto de número 529 na relação de pessoas mais ricas do mundo, segundo a Forbes.

O início de tudo

A caminhada de Dulce Pugliese para chegar ao posto de mulher mais rica do Brasil foi árdua. Ela fundou em 1978, com o marido, Edson de Godoy Bueno, a operadora de saúde Amil.

A venda de 90% do capital da empresa para o grupo americano United Health, em 2012, rendeu ao casal, já divorciado, US$ 4,9 bilhões. A transação consolidou  Dulce como uma das mulheres mais ricas do País.

Parte desse dinheiro foi investido na aquisição da Dasa, principal empresa brasileira de medicina diagnóstica, na qual Dulce tem participação de 48%.

Origem da Amil

Dulce nasceu em São Paulo, em 1947. Cursou medicina em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Foi lá que ela conheceu Edson Bueno, que também estudava para ser médico.

Em 1971, uma clínica local estava à beira da falência, quando foi oferecida ao casal. Na época, Dulce tinha 24 anos. Os dois pagaram parcelado e ficaram com o negócio. Cinco anos depois, com outros médicos, criaram a Rede Escho para administrar três hospitais.

Em 1978,  o casal e seus colegas fundaram a Amil Assistência Médica Internacional, que se tornaria o maior grupo de medicina privada do País.

O sucesso da Amil fez Dulce mudar para o Rio e assumir o cargo de diretora de previdência privada da companhia. Ela também deixou a UFRJ, onde foi assistente de pediatria.

Fim do casamento, não da sociedade

Durante a década de 90, ela e o marido decidiram colocar um ponto final no casamento, após 17 anos, mas não na relação de negócios.

“O Edson sempre foi muito justo comigo”, contou em 2017 ao jornalista Geraldo Samor. “Quando a gente se separou de fato ele me ofereceu o dinheiro equivalente à metade do valor da empresa na época. Eu disse a ele: “onde é que eu vou aplicar isso? Não tem lugar melhor pra eu aplicar do que aqui com você.”

A bilionária se mudou para os EUA e se especializou em administração de negócios, tornando-se PHD pela Universidade de Texas.

Em 2007, a Amil abriu seu capital no mercado brasileiro, captando R$ 1,4 bilhão na oferta de ações.  Quase 8 anos depois, 90% da companhia foi vendida para a United Health, maior operadora de saúde dos EUA.

Os 10% restantes permaneceram com Edson e Dulce.

A herança de Edson

Parte dos bilhões conquistados com a venda da Amil foi aplicada na compra da Dasa, principal empresa de diagnósticos do País.

Dulce Pugliese detém, hoje, 48% das ações da empresa, que tem os filhos do ex-marido, Pedro e Camila, como sócios.

“Dulce sempre foi o esteio do Edson para negócios”, afirmou uma fonte à Veja, sobre como a Dasa passou a ser conduzida após a morte do ex-marido da bilionária.

Empresário Edson Bueno morreu em 2017

Edson Bueno faleceu em 2017, aos 73 anos, de infarto fulminante. Na ocasião, ele enquanto jogava uma partida de tênis em sua mansão de Búzios, no Rio.

Com a morte do ex-marido, Dulce teria que incorporar aos negócios o filho do segundo casamento do empresário, Pedro, e sua filha com Edson, Camila.

A fortuna deixada aos herdeiros em 2017 foi estimada em R$ 8 bilhões.

Dulce sempre disse que jamais houve desavença em torno dos bilhões deixados por Edson. “Não tem briga. Desde que o Edson faltou, a gente nunca esteve tão unido. A gente trabalha junto o tempo todo”, disse em 2017.

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