Duas empresas brasileiras brigam com China e Abu Dhabi por refinarias da Petrobras

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Mubadala, de Abu Dhabi,  e Sinopec, da China, são as duas mais fortes concorrentes das brasileiras Raízen e Ultrapar Participações na disputa por refinarias da Petrobras.

As quatro empresas foram selecionadas pela multinacional para a segunda fase do processo de compra, segundo informações divulgadas pela Agência Reuters nesta sexta-feira (29).

Enquanto as estrangeiras, a princípio, estão de olho apenas na Refinaria Landulpho Alves, a Rlam, mais antiga do País e que fica localizada na Bahia, as brasileiras brigariam pelas três que estão situadas em Pernambuco: Refap, Repar e Rnest.

O interesse dos Emirados Árabes pela refinaria aumentou com a viagem do presidente Jair Bolsonaro para a região no fim de outubro. Os chineses, por sua vez, já são parceiros do governo brasileiro, mas tem procurado estreitar o relacionamento desde que o ex-membro do PSL assumiu o lugar de Michel Temer.

Mais vendas no futuro

Esse é o segundo bloco de refinarias colocado à venda pela Petrobras, e as propostas de compra devem ser efetivadas, no máximo, até janeiro.

Ao todo serão vendidos 8 dos 13 empreendimentos que compõem o portfólio da multinacional no setor. A capacidade de refino do lote é de 1,1 milhão de barris por dia, quase 50% do total da capacidade de produção do País.

A venda dos ativos da Petrobras é uma das prioridades do governo de desestatizar as empresas e bastante defendida tanto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto pelo próprio presidente da multinacional, Roberto Castello Branco.