Donald Trump deve propor orçamento de US$ 4,8 trilhões

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Joyce N. Boghosian/Divulgação

Nesta segunda-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entregará ao Legislativo americano o orçamento previsto para o país. Trump deve buscar US$ 4,8 trilhões em gastos e investimentos, disse um funcionário sênior da administração. Caso ele conquiste a reeleição este ano, a proposta pode ser a base do seu segundo mandato.

Para o ano fiscal de 2021, a Casa Branca projetou um crescimento da economia de 3,0%. O o documento afirma que o país deverá continuar crescendo com o mesmo ritmo ao longo da década.

Os 4,8 trilhões são um pouco acima dos US$ 4,75 trilhões do atual ano fiscal. A proposta inclui um corte de 21% na ajuda internacional.

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O orçamento deve propor cortes severos a programas assistenciais, de seguridade social e de ajuda internacional e um aumento nas despesas com veteranos das forças armadas e Defesa.

O plano inclui um aumento de 0,3% nos gastos militares para o ano fiscal de 2021. O valor deve ficar em US$ 740,5 bilhões. Os gastos com despesas não-militares devem sofrer um corte de 5% e ficar em US$ 590 bilhões. O valor é aquém do que havia sido acordado entre Donald Trump e o Congresso.

O Orçamento também deve prever déficits de trilhões de dólares ao longo de um hipotético segundo mandato. Assim como uma nova rodada de cortes de impostos que Trump pretende adotar no ano que vem.

 

Donald Trump prevê reduzir ajuda internacional

A ajuda internacional prevista no orçamento de Trump deverá ser de US$ 44,1 bilhões no próximo ano fiscal, contra US$ 55,7 bilhões do ano fiscal de 2020. Assim, a Casa Branca pretende reduzir os gastos totais em US$ 4,4 trilhões em dez anos.

Mas a proposta de orçamento pode ter dificuldades em ser aprovada. Isso por que os Democratas controlam a Câmara americana e leis orçamentárias precisam de consentimento de ambos os partidos no Senado.

Entre as agências governamentais, a espacial, Nasa, teria o maior aumento de receita, em 12% e poderia consolidar os planos de Trump de retornar astronautas à Lua em 2024. Por outro lado, a Agência de Proteção Ambiental (EPA), teria um corte de 26% no orçamento.

Por fim, o plano ainda inclui uma redução no financiamento do muro na fronteira mexicana, de US$ 5 bilhões para US$ 2 bilhões.