Dólar encerra o dia na segunda maior cotação desde a criação do real

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Gerd Altmann por Pixabay

O dólar comercial fechou a quinta-feira (14) na segunda cotação mais alta desde a criação do real. A moeda americana encerrou o dia sendo vendida a R$ 4,187, o que significa uma alta de 0,15%. Esse valor só perde, sem considerar a inflação do período, para o cotado no dia 13 de setembro de 2018, quando alcançou R$ 4,196.

A alta registrada na semana foi de 0,64%. E, no ano, a moeda subiu 0 patamar de 8,22%. No mês a dólar  moeda acumula valorização de 4,59% no mês.

A moeda começou o dia em queda. Durante a tarde, a cotação mudou e subiu para R$ 4,19. Até subir mais um pouco e chegar ao R$ 4,1927.

Abra agora sua conta na EQI Investimentos e tenha acesso a opções de investimentos de acordo com seu perfil. Invista em suas Escolhas

Analistas do mercado atribuem a alta à forte instabilidade dos mercados nos EUA, Europa e Ásia. Outros especialistas relacionaram conflitos no Chile e Bolívia como fatores que influenciaram a elevação do valor da moeda.

Mas o dólar no país vem numa escalada de alta desde o megaleilão do pré-sal e até a soltura do ex-presidente Lula. O mercado, porém, está dividido ao projetar o valor até o final do ano. Boa parte não acredita que a moeda vá ultrapassar os R$ 4,20 ainda em 2019. Outros consideram inevitável que o dólar ultrapasse esse patamar.

Ibovespa em alta

Na bolsas, a véspera do feriado viu o índice Ibovespa, encerrar com valorização de 0,47%, atingindo os 106.557 pontos. Essa foi uma recuperação na B3, após dois dias seguidos de índices negativos.

Um dos motivos seria, mais uma vez, o cenário de crises na América Latina, com Chile e Bolívia passando por dias conturbados de manifestações e abalo na estabilidade política – especialmente na Bolívia, que viu o presidente Evo Morales pedir a renúncia no último domingo (10). Outra razão para as quedas do índice nos últimos dias foi a relação comercial entre Estados Unidos e China, que não conseguiram fechar um esperado acordo.

LEIA MAIS:

Ibovespa renova máxima história com bom humor nos mercados

Após eleição, Argentina continua perdendo indústrias