Porque o dólar recuou depois de ter disparado no mês de Agosto?

Matheus Rosler
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Arek Socha por Pixabay

Depois de uma rápida valorização da moeda americana, o dólar recuou nas últimas duas semanas influenciado por um clima mais positivo no exterior

Oscilação no mercado de câmbio

Antes de mais nada, é importante entender o que faz o dólar valorizar ou desvalorizar perante as outras moedas do mundo. Por que existe tanta oscilação no mercado de cambio?

Basicamente o que faz uma moeda apreciar ou depreciar é o resultado de um dos principais fenômenos da microeconomia, a famosa relação Oferta x Demanda. Quando existe mais oferta do que demanda temos um recuo do dólar. Ao contrário, quando temos pouca oferta e muita demanda, a taxa de câmbio sobe.

Por que o dólar sobe?

Em tese, o dólar deveria subir sempre que tivéssemos déficit comercial. Ou seja, quando o Brasil importa mais do que exporta produtos, levando a uma saída de dólar do país e caindo a oferta da moeda. Isso faz com que a cotação do dólar suba.

Além disso, gastos de brasileiros no exterior e a alta nos juros americanos também podem influenciar a taxa de câmbio. Visto que investir nos Estados Unidos se torna mais atrativo levando em conta o risco da aplicação.

Por que o dólar recua?

Já na ponta contrária, superávit comercial, gasto de turistas estrangeiros no Brasil e a  SELIC maior fazem o real valorizar perante o dólar. O superávit resulta da entrada de mais dólares no Brasil, o que faz com que a oferta da moeda aumente, derrubando o preço.

Entretanto existe um fator subjetivo muito importante e que é responsável por essas mudanças bruscas no dia a dia: percepção de risco dos investidores.

O mês de Agosto, ou desgosto

Tivemos um mês de agosto em que essa percepção se tornou mais sensível devido aos diversos acontecimentos internacionais e locais.

Desaceleração na economia mundial, incertezas provocadas pela guerra comercial entre China e EUA, aumento na  expectativa de taxas de juros mais baixas e dúvidas na pontualidade do cronograma de aprovações de reformas econômicas.

O mercado como um todo esperava uma sinalização positiva do Trump em relação as discussões recentes e, também um posicionamento mais firme dos bancos centrais europeus, que estão demorando a tomar medidas para incentivar a retomada de crescimento na zona do Euro.

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Recuo do dólar

Assim que o dólar atingiu a casa dos R$ 4,20, o Banco Central atuou e realizou um leilão de dólares à vista, em uma tentativa de conter o desespero do mercado e acalmar os investidores.

No momento em que o BC faz esse tipo de operação, ele aumenta a oferta de dólar no mercado fazendo com que a taxa de câmbio diminua. Contudo não é uma medida para ser tomada sempre. Visto que o objetivo do Banco Central não é ficar atuando e manipulando a taxa de câmbio.

Além disso, é preciso utilizar as reservas internacionais do país para conter essa variação cambial. Mas dado esse cenário, foi necessário agir para conter a euforia de mercado.

Somado a isso, o clima externo começou a favorecer com a redução nas tensões entre China e Estados Unidos e novo foco nas expectativas de estímulos econômicos dos grandes bancos mundiais.

O Banco Central Europeu aprovou corte na taxa de juros na zona do Euro e aprovou novas compras de títulos públicos para estimular o crescimento na zona do euro.

Cenário Interno

Por aqui o país está dando sinais de recuperação na situação fiscal e que volta a dar continuidade a agenda de reformas estruturais. Isso também ajuda no recuo do dólar.

O Relatório Focus, divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central, aponta uma taxa de câmbio de 3,90 para o fim de 2019 e 3,90 para 2020. Essa publicação contém o resumo das expectativas de mercado e leva em conta as previsões de mais de 120 bancos.

Resumindo, tenho razões para crer que o dólar tende a convergir para as expectativas mostradas no relatório Focus após essa turbulência que passamos nas últimas semanas.

Quando, onde e quanto investir

O teste de perfil de investidor criado pela equipe da Euqueroinvestir.com pode ser usado como base para você identificar seu perfil como investidor: conservador, moderado ou agressivo.

Conhecer o próprio perfil como investidor e ter claro o objetivo com os investimentos, é a base para identificar os melhores investimentos, afinal, não existe o melhor investimento, o que existe é o melhor investimento para o perfil e objetivo do investidor.

No entanto, o teste de perfil é só o começo, o primeiro passo em sua caminhada enquanto investidor. Entender mais profundamente seu perfil e ter claro os objetivos quanto a prazos de investimentos, é uma tarefa um pouco mais sofisticada e exige uma análise mais criteriosa.

Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

Italian Trulli

A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

Se você faz parte dessa espécie de investidor que está em risco de extinção, confirme seus dados no formulário abaixo e fale com nossa equipe. Vamos te ajudar, sem dor e sem custo.