Dólar renova as máximas e chega a R$ 4,35; Cogna (COGN3) puxa alta da bolsa

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

O dólar continua sua escalada nesta quarta-feira (12) e há pouco bateu na máxima, chegando a R$ 4,35. Além dos resultados fracos do comércio varejista divulgados pelo IBGE pela manhã e das incertezas a respeito dos efeitos da epidemia do coronavírus sobre a economia global, o que faz investidores recorrerem a ativos mais seguros, tem pressionado as cotações o movimento de saída de estrangeiros do país. As quedas seguidas da taxa Selic tornam o Brasil menos atrativo e muitos estão batendo em retirada, comprando dólar antes, de acordo com avaliação da equipe de analistas da Wizir Research. Nos primeiros 40 dias deste ano, US$ 25 bilhões já saíram do país, após uma retirada de US$ 44,7 bilhões em 2019.

Esse comportamento, que tende a se manter, deve provocar uma mudança na lógica que regia o mercado brasileiro até hoje, pela qual bolsa e dólar andavam sempre em direções opostas, quando um subia o outro caía. Agora, com a participação de investidores locais na bolsa na casa dos 52%, ela passa a ter, paulatinamente, vida própria. É o que está acontecendo hoje. Ao mesmo tempo que o dólar renova as máximas, a bolsa consegue se manter no terreno positivo. Às 15h, o comercial era negociado a R$ 4,34, alta de 0,48%, enquanto a Bolsa subia  0,91%, aos 116.422 pontos.

A Cogna Educação (COGN3) liderava as altas, com valorização de 5,56%. A oferta pública de distribuição primária de ações da empresa foi precificada a R$ 11. Assim, o efetivo aumento do capital social totalizou R$ 2,555 bilhões. A empresa pretende utilizar os recursos em aquisições no segmento de ensino superior.

Tim era outro destaque de alta, com +3,93%, por volta das 15h. A operadora de telefonia obteve um lucro líquido de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 28,7% sobre igual período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) cresceu 8,1% para R$ 1,9 bilhão.

A CVC (CVCB3), com -1,85%; Marfrig (MRFG3) com -1,83%; e IRB (IRBR3), -1,53% estavam entre as principais perdas da bolsa.