Dólar hoje: moeda fecha em forte alta de 2,79%, cotada a R$ 5,37

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

O dólar fechou esta sexta-feira (18) em forte alta de 2,79%, cotado a 5,3776.

O dólar abriu em alta de 0,36% nesta sexta-feira (18), cotado a R$ 5,2486. Pouco depois, já subia 0,66%, a R$ 5,2653. A valorização do dólar ocorre também frente a outras moedas emergentes.

Ontem (17), a divisa norte-americana encerrou em leve queda de 0,13% a R$ 5,2314.

Na semana, a moeda somou alta de 0,85%.

Veja o comportamento do dólar em setembro:

DataFechamentoMínimaMáximaVariação (%)
17 de setembroR$ 5,2314R$ 5,2285R$ 5,2848-0,13%
16 de setembroR$ 5,2384R$ 5,2129R$ 5,2726-0,96%
15 de setembroR$ 5,2884R$ 5,2208R$ 5,2990+0,24%
14 de setembroR$ 5,2755R$ 5,2627R$ 5,3232-1,09%
11 de setembroR$ 5,3334R$ 5,2597R$ 5,3488+0,27%
10 de setembroR$ 5,3188R$ 5,2691R$ 5,3235+0,39%
09 de setembroR$ 5,2982R$ 5,2797R$ 5,3473-1,25%
08 de setembroR$ 5,3650R$ 5,3168R$ 5,4089+1,77%
04 de setembroR$ 5,3071R$ 5,2477R$ 5,3270+0,21%
03 de setembroR$ 5,2960R$ 5,2733R$ 5,3745-1,15%
02 de setembroR$ 5,3575R$ 5,3453R$ 5,4301-0,51%
01 de setembroR$ 5,3852R$ 5,3344R$ 5,4927-1,74%

Cenário

Os mercados operaram sem direção definida nesta sexta-feira (18). Os números em relação ao Covid-19 deram o tom aos negócios.

As incertezas sobre a economia global, com indicativos de uma segunda onda da Covid na Europa, que pode se estender para o resto do mundo e tornar ainda mais lenta a recuperação nos EUA, derrubaram hoje os mercados, contagiando os ativos domésticos.

A Organização Mundial de Saúde alertou para uma “situação muito grave”  surgindo na Europa. Segundo o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, a transmissão do coronavírus em setembro está mais rápida que no início da pandemia.

As bolsas em NY entraram em novo sell-off, enquanto o dólar se enfraquecia ante seus pares, mas ganhava força frente aos emergentes, que viram suas moedas se desvalorizarem em peso.

Fatores externos

Além do sentimento de aversão no exterior, o dólar reage aos fatores internos, que incluem os riscos fiscais, as pressões inflacionárias, incertezas sobre a recuperação da economia e, mais recentemente, o desgaste da política econômica e do ministro Paulo Guedes.

Ontem as empresas de tecnologia listadas na bolsa Nasdaq tiveram mais um dia de queda. O índice caiu 1,27%, enquanto Dow Jones recuou 0,47% e o índice S&P 500 teve -0,84%.

Hoje, em Nova York, Dow Jones recuou 0,88% (a 27.657,42 pontos); S&P 500 caiu 1,12% (3.319,47). E Nasdaq teve perdas de 1,07% (10.793,28 pontos).

No Brasil, a Ibovespa fechou em queda de 1,81%, a 98.289,71 pontos.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, subiu para 4,57% na segunda prévia de setembro.

Na primeira prévia, a alta foi de 4,41%. Em julho, a leitura foi de 2,34%. Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%.