Dólar fecha em alta de 0,39%, a R$ 5,34; perdas no mês são de 6,83%

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Jcomp/Freepik

O dólar fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,3462, nesta segunda-feira (30).

Na sexta-feira (27), a moeda encerrou o dia com queda de 0,18%, cotada a R$ 5,326.

A moeda perdeu 6,83% em novembro, mas ainda acumula valorização de 33,26% no ano.

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Depois de uma manhã em queda, o dólar virou junto com a piora dos mercados externos, para fechar em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,3462, acumulando em novembro perda de 6,83% ante o real. No ano, o dólar ainda valoriza 33,26%, diz o BDM Online.

Na mínima do intraday, o dólar caiu hoje até R$ 5,2760 e, na máxima, foi a R$ 5,3961, acompanhando a pressão com as sanções anunciadas pelos EUA a mais uma companhia chinesa.

A alta, no entanto, é limitada pelo persistente enfraquecimento do dólar, com a posse do novo governo americano.

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A confirmação de Janet Yellen para o Tesouro de Biden reforça essa tendência, diante do perfil expansionista da ex-presidente do Fed, que já anima investidores globai, acrescenta o BDM.

De outro lado, inibe a queda do dólar a situação de fragilidade fiscal do País, que deve contratar uma virada de ano incerta, se as reformas forem mesmo postergadas.

Fatores internos

Os mercados globais operam no último dia de novembro (30) no terreno negativo, após uma abertura mista.

No Brasil, o Ibovespa abriu em queda de 0,13%, aos 110.427 pontos.

Boletim Focus, do Banco Central, trouxe nova alta para o IPCA de 2020, de 3,45% para 3,54%, enquanto a projeção de queda do PIB se manteve estável, em 4,5%

Com o desfecho das eleições, deve ter prosseguimento a pauta econômica que seguia travada no Congresso. No entanto, as sucessões na Câmara e no Senado podem politizar o debate.

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro fez afirmações que podem agradar ao mercado. Ele elogiou o ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. E ainda afirmou que continua valendo o que disse um tempo atrás: “quem falar em Renda Cidadã, leva cartão vermelho”, sobre um possível novo programa assistencial, mais generoso que o Bolsa Família.

“A economia está na mão dele (Guedes), assim como a Agricultura nas mãos da (ministra) Tereza Cristina”, afirmou. E complementou: “O Roberto Campos, do Banco Central, quando faz reunião conosco é uma coisa excepcional”, disse. “O Banco Central vai ser independente, para não haver risco de interferência política”.

Cenário

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump reconheceu que a luta para reverter sua derrota na reeleição “provavelmente” não chegará à Suprema Corte, que era o objetivo de sua equipe jurídica.

“É muito difícil levar um caso à Suprema Corte”, admitiu Trump em uma entrevista à Fox News.

Na Europa, seguem as discussões sobre um possível novo acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia quanto ao Brexit, mas ainda sem qualquer sinalização de avanço.

Do Reino Unido também vem a notícia de que as primeiras vacinas da Pfizer contra o coronavírus podem começar a ser aplicadas já no início de dezembro.

O país espera a aprovação do imunizante, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo informou o jornal Financial Time. A entrega das vacinas começaria poucas horas após sua aprovação pelo órgão regulador britânico, conforme disseram funcionários do governo ao jornal, o que pode acontecer em 7 de dezembro.

Na China, o Escritório Nacional de Estatísticas anunciou que o Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) de novembro ficou em 52,1, acima da projeção de 51,5.

As vendas no varejo do Japão aumentaram 6,4% em outubro, na comparação ano a ano, de acordo com prévia divulgada pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país.

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