Dólar fica perto da estabilidade, perdendo 0,05%, e encerra semana com ganho de quase 2%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

O dólar subiu durante toda esta sexta-feira (23), mas acabou fechando perto da estabilidade, com menos 0,05%, passando a valer a R$ 5,2105 e encerrando a semana no positivo.

Dados prévios da inflação no Brasil vieram piores do que o esperando, projetando uma possível nova alta da Selic em vista de aumentos de preços mais fortes.

Lá fora, enquanto o mercado espera ansiosamente a reunião de política monetária do Federal Reserve (o banco central norte-americano), dados econômicos da zona do euro vieram acima das projeções, soprando um vento de frescor e alívio em uma zona da economia que vem lutando contra a Covid-19 e a nova variante delta, originada na Índia.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, a pira olímpica foi finalmente acesa. O mundo ainda não voltou ao normal, mas Tóquio 2020 (em 2021) mostra que o pior já passou, que ainda é preciso ficar atento ao avanço do vírus e que, enfim, há esperança.

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  • segunda-feira (19): +2,64% a R$ 5,2506
  • terça-feira (20): -0,37% a R$ 5,2311
  • quarta-feira (21): -0,76% a R$ 5,1916
  • quinta-feira (22): +0,41% a R$ 5,2130
  • sexta-feira (23): -0,05% a R$ 5,2105
  • semana: +1,87%

PMI na zona do euro

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) da zona do euro teve resultados acima das projeções.

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O PMI Industrial de julho ficou em 62,6, quando o mercado aguardava 62,5 pontos. O PMI de serviços ficou em 60,4, quando a expectativa era por 59,5. E o composto (que une indústria e serviços) ficou em 60,6, acima da projeção de 60 pontos.

Pontuações acima de 50 indicam aceleração da atividade, ao passo que leituras menores indicam retração.

Comentando sobre os resultados, Chris Williamson, Economista-Chefe da IHS Markit afirmou que a zona do euro está passando por um surto de crescimento no verão, com o afrouxamento das restrições de combate à Covid-19, graças à vacinação, impulsionando o crescimento mais rápido de 21 anos. O setor de serviços, em particular, está aproveitando o momento.

“Atrasos na cadeia de abastecimento continuam sendo uma grande preocupação para a indústria, elevando os custos das empresas, o que leva a um aumento quase recorde na média de preços de venda de bens e serviços as consumidores ainda nos próximos meses”, disse.

A Europa tenta se equilibrar entre a necessidade e possibilidade de abertura econômica e a previsão de novas restrições para tentar conter a variante delta, que vem contabilizando novos doentes, especialmente na Inglaterra e na Alemanha.

Prévia da inflação

Puxado pela alta de 4,79% da energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, ficou em 0,72% em julho.

O mercado projetava resultado inferior, de 0,64%. Ainda assim, houve recuo na comparação com junho, quando a leitura foi de 0,83%. Mas esta é a maior alta para o mês desde 2004, quando atingiu 0,93%.

No ano, o índice acumula alta de 4,88% e, em 12 meses, de 8,59%.

A aceleração em julho se deve ao reajuste de 52% no valor adicional da bandeira tarifária da energia elétrica, basicamente causada pela estiagem e reservatórios abaixo do crítico, o que fez o governo federal contratar termoelétricas, de custo mais caro. Quem paga a conta é o consumidor final.

Um pouco de calma

O ambiente político no Brasil segue à flor da pele, ao arrepio da língua do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Mas nesta sexta, houve certa tranquilidade, sem atritos.

O Congresso Nacional segue em recesso, a miniorreforma ministerial já foi digerida pelos agentes de mercado e as ameaças do governo federal à estabilidade democrática carecem de novos capítulos para se entender a dimensão e as possibilidades de realizar as intenções sombrias.

Nesse intervalo, os investidores podem olhar para os negócios sem sobressaltos.

*Com BDM e Agência Reuters

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