Dólar sobe 1,79% no último dia do mês e encerra abril com queda de 3,49%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Pixaby

O dólar subiu 1,79% nesta sexta-feira (30), cotado a R$ 5,4320, encerrando abril com significativa queda de 3,49%. A semana fechou com baixa de 1,10%.

Uma má notícia hoje foi que a taxa média de desemprego no Brasil foi de 14,4% no trimestre móvel de dezembro a fevereiro. Os dados foram divulgados hoje e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). São 2,9% mais brasileiros economicamente ativos sem ocupação. É a pior taxa desde 2012.

A semana que inicia maio vem com reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), e uma provável elevação da taxa básica de juros, a Selic. Abril, agora, é passado.

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  • segunda-feira (26): -0,88% a R$ 5,4487
  • terça-feira (27): +0,23% a R$ 5,4612
  • quarta-feira (28): -1,82% a R$ 5,3616
  • quinta-feira (29): -0,42% a R$ 5,3360
  • sexta-feira (3): +1,79% a R$ 5,4320
  • semana : -1,10% a R$ 5,4320
  • abril: -3,49% a R$ 5,4320

Desemprego no Brasil

São 14,4% de brasileiros sem ocupação formal no Brasil, a pior taxa desde 2012, mesmo com a (vendida como) salvadora reforma trabalhista de três anos atrás. A pandemia, claro, contribuiu para o quadro.

A taxa de desocupação ficou estável em 14,4% no trimestre móvel de dezembro a fevereiro, em relação ao trimestre anterior, quando marcou 14,1%.

Há, entretanto, uma alta de 2,7 pontos percentuais na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando marcava 11,7%.

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Este é um dos indicadores que mostra o quanto a economia está estagnada, sem perspectivas.

Número de empregados

O universo de pessoas trabalhando ficou estável em 85,9 milhões em relação ao trimestre móvel anterior. Mas, na comparação com um ano atrás, houve queda de 7,8 milhões de pessoas, ou 8,3%.

“Embora haja a estabilidade na taxa de ocupação, já é possível notar uma pressão maior com 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho. Não houve, nesse trimestre, uma geração significativa de postos de trabalho”, disse Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realizou o estudo.

São 6 milhões de desalentados, que desistiram de procurar emprego. E são 34 milhões de trabalhadores informais.

CPI no radar

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia começa a ouvir na primeira semana de maio o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e três ex-titulares da pasta na gestão do presidente Jair Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

Também foi aprovado requerimento para convocações do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, que falará após Queiroga. Todos vão comparecer ao Senado na condição de testemunhas.

Selic

O BC deve atuar de acordo com o script e aumentar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual na reunião Copom na próxima semana, em linha com a comunicação oficial desde o encontro de março.

A maior parte dos economistas acredita que tome atitude nesse sentido, de acordo com a pesquisa conduzida pelo Valor com 98 instituições e consultorias.

Do total, 96 esperam que a Selic sairá dos atuais 2,75% e atingirá 3,50% na semana que vem, enquanto duas apenas casas estimam uma elevação maior do juro básico, de 1 ponto percentual, para 3,75%.

*Com BDM e CNBC