Dólar fecha em queda de 0,33%, cotado a R$ 5,55

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução / Pixabay

O dólar fechou o pregão desta quarta-feira (27) em queda de 0,33%, cotado a R$ 5,5551, após oscilar entre a máxima de R$ 5,5920 e mínima de R$ 5,5375.

O dólar recuou com investidores à espera da decisão do Copom e da votação da PEC dos precatórios. A expectativa do mercado é que o Banco Central vai dar um choque na política monetária. A alta esperada é de 1,5 ou 1,75 ponto percentual na Selic, para conter a inflação e compensar o quadro de incerteza fiscal.

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A queda da moeda ganhou força após o BC divulgar os dados de fluxo cambial, com entrada de US$ 1,573 bilhão na semana passada, indicando que os estrangeiros estão de olho na renda fixa local mais atraente com a alta dos juros.

  • segunda-feira (25): -1,27% a R$ 5,55
  • terça-feira (26): +0,32% a R$ 5,57
  • quarta-feira (27): -0,33%, a R$ 5,55

Cenário

O tema do dia no Brasil é a definição da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). As apostas até a semana passada davam conta de um aumento de 1 ponto porcentual, mantendo o ritmo adotado até aqui pelo Banco Central. Mas o fantasma do risco fiscal associado à alta acima da projeção do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, fez os agentes do mercado projetarem uma acelerada para a Selic.

Agora, acredita-se em 1,25 ponto porcentual a mais ou até 3 pontos. Para o BTG Pactual (BPAC11), a alta deve ser de 1,5 ponto.

Conversamos sobre o tema ontem na Money Week, com Paulo Bokel e Sérgio Machado. Vale a pena conferir!

Mas a quarta-feira (27) também teve dados sobre emprego. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego no trimestre até agosto recuou a 13,2%, ante 13,7% da leitura anterior. A projeção era de 13,5%. É a quarta redução seguida.

Ontem, o Caged apontou a criação de 313.902 vagas formais de trabalho em setembro.  

Complementando os dados do dia, a Confiança da Indústria, da FGV, caiu 1,2 ponto em outubro, para 105,2 pontos, sendo o terceiro mês consecutivo de queda, após quatro meses de altas. E o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, avançou 0,40% em outubro, de 1,86% de setembro.