Dólar fecha em baixa de 0,85%, cotado a R$ 5,63

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Crédito: Reprodução / Pixabay

O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (07), com queda de 0,85%, cotado a R$ 5,6315. No dia, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,7102 e a mínima de R$ 5,6203.

A moeda perdeu força pela geração de empregos abaixo do esperado nos EUA em dezembro, fazendo o dólar perder força frente às principais moedas.

  • Segunda-feira (03): +1,56% a R$ 5,6627
  • Terça-feira (04): +0,48% a R$ 5,6900
  • Quarta-feira (05) : +0,39% a R$ 5,7121
  • Quinta-feira (06): -0,56% a R$ 5,6800
  • Sexta (07): -0,85% a R$ 5,6315
  • Semana: +1,02%

Cenário

O dia foi de agenda esvaziada, com destaque para as vendas de veículos da Anfavea, que apontou que a produção de veículos subiu 0,8% em dezembro, na base anual, mas as vendas caíram 15,1% na mesma base.

O Refis para dívidas de MEIs e empresas do Simples Nacional foi vetado pelo presidente.

Na frente da pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que Brasil poderá adotar isolamento de cinco dias para infectados com a Covid, como já acontece em alguns países.

O país teve 128 mortes por covid-19 e 35.826 novos casos registrados na quinta (6), segundo dados do Ministério da Saúde. Foi o maior número de casos diários desde setembro. Goiás registrou a primeira morte por ômicron no país.

Destaque para o payroll, folha de pagamentos oficial não-agrícola dos EUA. O indicador frustrou as projeções e registrou 199 mil novos empregos criados no mês. A projeção era de 400 mil novos postos de trabalho. De acordo com o Departamento do Trabalho, no mês anterior, foram criadas 249 mil vagas. Os números de novembro foram revisados para cima. Inicialmente, o resultado era de criação de 210 mil novos empregos.

A taxa de desemprego, no entanto, caiu de 4,2% para 3,9%, quando a expectativa era 4,1%.

A pesquisa ADP, considerada uma prévia do payroll, trouxe na semana a criação de 807 mil vagas no setor privado, bem acima das expectativas de 400 mil.

Apesar do payroll, está mantida a tese de que os juros nos EUA devem subir em março. Isto devido à taxa de desemprego positiva.