Dólar fecha em alta de 0,78% nesta terça-feira

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Crédito: Reprodução/Libreshot

O dólar fechou o pregão desta terça-feira (16) em alta de 0,78%, cotado a R$ 5,4997, após oscilar entre a máxima de R$ 5,5092 e mínima de R$ 5,4305.

Confira a tendência da moeda norte-americana em novembro

O que mexe no dólar

No Brasil, o Boletim Focus trouxe novamente, pela 32ª semana consecutiva, alta na projeção da inflação. O IPCA deve atingir até o final do ano 9,77%, na visão do mercado. Há quatro semanas, a previsão era de 8,69%.

PIB também voltou a ter a expectativa reduzida, na quinta semana seguida: 4,88%, ante 5,01% de quatro semanas atrás. Câmbio segue previsão de R$ 5,50 e Selic, de 9,25% – vale lembrar que a próxima reunião do Copom acontece dias 7 e 8 de dezembro.

Para 2022, atenção à projeção para o PIB, que caiu a 0,93%, ante 1,50% de quatro semanas atrás. Entenda, aqui, o que vem acontecendo com as projeções para o PIB.

Hoje ainda, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, apontou recuo de 0,27% em setembro. No ano até agosto, a alta é de 5,88% sem ajuste e, em 12 meses, 4,22%.

No campo da saúde, o Brasil atinge a taxa de 59,8% da população totalmente imunizada contra a Covid-19, ultrapassando assim os EUA, onde a taxa é de 57,6%, segundo levantamento da Universidade de Oxford.

No exterior, destaque para o PIB da zona do euro, que subiu 2,2% no terceiro trimestre, e 3,7% na comparação anual, em linha com as expectativas.

Destaque ainda hoje para as vendas no varejo dos EUA, que subiram 1,7%, acima da expectativa de 1,2%. A produção industrial subiu 1,6%, acima da estimativa de 0,7%.

Na segunda (15), o presidente Joe Biden assinou o pacote de infraestrutura de US$ 1,2 bi.

E também teve uma conversa virtual em tom amigável com Xi Jinping, presidente chinês, pedindo colaboração mútua para reduzir as tensões comerciais.

Seguem as apreensões quanto à inflação e a uma possível aceleração de passos do Federal Reserve (Fed), banco central americano, quanto ao tapering e a hora de subir juros.