Dólar está fraco e os investidores apostam que vai cair ainda mais

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/ Pixabay

O dólar atingiu seus níveis mais baixos contra uma cesta de outras moedas em mais de dois anos, nesta semana – e os investidores acham que vai cair ainda mais, de acordo com matéria publicada pelo Wall Street Journal, na quinta-feira (26).

A visão consensual de um dólar em queda é baseada em uma grande suposição: a Covid-19 será mais ou menos derrotada nos próximos meses.

As vacinas permitirão que as economias em todo o mundo voltem ao normal no próximo ano, encorajando os investidores a se afastar da segurança relativa dos ativos dos EUA e investir em ações, títulos e moedas fora do país do agora eleito Joe Biden.

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A queda do dólar coincide com a exuberância do mercado de ações dos EUA, onde o Dow Jones passou dos 30.000 pela primeira vez, na terça-feira (24).

Um dólar fraco pode ajudar as ações a realizar grandes transações no exterior pois se ganha mais em moeda estrangeira.

Índice do dólar

O ICE US Dollar Index (USDX), que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas de grandes parceiros comerciais, como o Japão e a zona do euro, caiu para menos de 92 nesta semana, seu nível mais baixo desde 2018, de acordo com a FactSet.

Caiu mais de 10,5% desde seu pico em março.

Estrategistas do Citigroup previram recentemente que o dólar poderia sofrer uma queda adicional de 20% em 2021, com os investidores estrangeiros se recuperando para se protegerem das flutuações cambiais em suas participações existentes nos EUA.

Visão dos estrategistas

E, por ora, sem estímulo à economia à vista.

Não só isso, mas um novo presidente sempre vem com uma nova avaliação de mercado. O atual presidente, Donald Trump, está explodindo o fim de sua economia.

Outras projeções para o dólar variam, mas principalmente em termos de quanto ele vai cair.

Os analistas do Goldman Sachs preveem uma queda de 6% nos próximos 12 meses.

Os analistas do ING prevêem uma queda de 10%.

“O dólar parece significativamente supervalorizado e os investidores estão com excesso de peso em ativos dos EUA”, disse Christian Mueller-Glissmann, estrategista do Goldman Sachs.

As altas avaliações das ações e taxas de juros dos EUA não acompanharam a inflação.

Além disso, o avanço das vacinas em laboratório tem criado expectativas positivas para os próximos meses.

Assim, já se prevê uma possível “volta à normalidade” e uma recuperação econômica sustentável.

Essa recuperação do crescimento global deve pesar sobre o dólar, disse o estrategista da Goldman Sachs.

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