Dólar: semana de Copom, com Brasília no radar

Alexandre Viotto
Formado em Comunicação pela UEL, MBA em Gestão Empresarial e Banking pela FGV. Com passagem por Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Citibank, onde atuou na Mesa de Tesouraria por 10 anos. Atualmente é Head de Câmbio e Comex na EQI.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

A volta das férias…

O retorno aos trabalhos na capital federal nos reserva muitas emoções pela frente. Logo na largada do segundo semestre, todo mundo segue de olho nas discussões sobre a ampliação do Bolsa Família. E um eventual rompimento do “sacrossanto” teto dos gastos… Alguém se lembra do barulho que tivemos na última sexta-feira?

Simule seus investimentos com um especialista e confira as melhores opções de acordo com seu perfil

Dólar e a bomba fiscal

Segundo informado pela imprensa, a equipe econômica segue nos ajustes finais para o Orçamento de 2022. O que teria surpreendido a todos foi o volume de precatórios a serem pagos no ano que vem, nada menos que R$ 90 bi… Isso, segundo algumas “fontes”. Somando este fato ao que foi dito por Guedes no final do mês passado, o teto segue “under attack”. E o dólar tende a sentir o golpe…

Dólar no Boletim Focus

A pesquisa mais famosa do Banco Central, Boletim Focus, continua na mesma tendência… Selic em 7% ao final de 2021, IPCA pressionando (+6,79%) e dólar a R$ 5,10. Traduzindo, a inflação deve ser temporária e o Banco Central, ao subir os juros, vai trazer o índice para a meta ao final de 2022 (IPCA em 3,81%). A conferir…

Lá fora, boas notícias do Velho Continente

Quem diria… A Europa nos últimos anos (última década até) passava longe do crescimento. Porém, o que temos visto ultimamente é uma sequência de boas notícias neste setor, contrariando as visões até mais otimistas. Destaque para a Alemanha, que mais uma vez teve o seu PMI divulgado e segue em expansão.

E nos EUA, mais gastos…

Cabe ao Senado americano a decisão sobre mais um pacote da era Biden. Rodovias, saneamento e energia fazem parte dos US$ 550 bi em discussão pela Casa. A agenda do democrata segue em frente com uma expectativa de US$ 3,5 tri em gastos nos próximos 10 anos. Dívida pública, inflação? Deixa para lá, não é mesmo?

E o dólar?

Deveria seguir o bom humor externo e dar uma acalmada esta semana. Mas você já sabe, não é mesmo? O fiscal segue no radar e Brasília voltou de férias. Ou seja, por mais que os ventos do exterior ajudem a nossa moeda, as incertezas continuam mais ao sul da linha do Equador. E ainda teremos Copom na quarta-feira, com o 1% de alta na cabeça de quase todo o mercado.

Alexandre Viotto, head de câmbioEQI Investimentos

Cases da Bolsa

Aprenda análise fundamentalista de ações na prática, com maiores cases já criados na B3