Dólar: semana de Fed, com tensão pré-Copom e inflação no radar

Alexandre Viotto
Formado em Comunicação pela UEL, MBA em Gestão Empresarial e Banking pela FGV. Com passagem por Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Citibank, onde atuou na Mesa de Tesouraria por 10 anos. Atualmente é Head de Câmbio e Comex na EQI.
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Já era esperado, mas nada melhor que os fatos se concretizarem positivamente. A temporada de resultados nas empresas lá fora e no Brasil têm animado bastante os mercados. Bom para as bolsas, que seguem bombando e nutrindo a esperança de recordes nos índices até o final do ano… Teremos Ibovespa nos 150 mil pontos? E o dólar?

China tentando “segurar o leão, na unha…”

O governo da segunda maior economia do mundo continua tentando… Saiu mais uma rodada de medidas de controle, desta vez mirando as techs. Muitos fundos já estariam de malas prontas para buscar portos mais “amigáveis” fora do eixo Hong Kong-Shangai. Lembrando que as commodities são a outra grande preocupação do momento dos asiáticos, em especial o minério de ferro. Até mesmo para a ditadura chinesa não está sendo nada fácil domar esse tal de mercado…

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Dólar: Brasília continua de férias, porém…

A dança das cadeiras nos ministérios e a discussão em volta do valor para o fundo eleitoral seguem gerando barulho. Sigo na mesma recomendação: a de que todo cuidado é pouco.

A nossa Capital Federal segue sendo o maior risco para uma travessia mais tranquila do segundo semestre. Mas isso você já sabia, não é mesmo? Só aquele lembrete de sempre para constar.

Dólar: inflação, sempre ela, continua preocupante aqui…

A ponto das apostas para a Selic chegarem a 7% para final de 2021 no Boletim Focus da última segunda-feira. Isso já coloca pressão no Bacen para uma alta não de 0,75%, mas 1% para a reunião de política monetária da semana que vem. A conferir. E que spoiler, hein…

E habemus inflação lá fora também…

Com direito a Fomc, meus amigos. O FED se reúne nesta quarta-feira para, na minha opinião, a última reunião antes de tomar alguma “atitude”.

É bem provável que não comece a reduzir ainda a compra de títulos. Mas deve sim avisar que logo deverá diminuir o Quantitative Easing. Lembrando que este programa injeta inacreditáveis US$ 120 bilhões no sistema todo mês… Já deu, não é mesmo?

E como fica o dólar?

Deve seguir neste chove não molha até a decisão do Fed… Já tem algumas semanas que estamos em uma banda de R$ 5,10 a R$ 5,30 e até esta segunda ordem (decisão do comitê) não devemos ter grandes movimentos até lá. As outras moedas devem seguir este mesmo caminho, dado que os outros Bancos Centrais parecem estar esperando Powell e seus colegas definirem o que irão fazer.

Por Alexandre Viotto, head de câmbio daEQI Investimentos

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