Vai viajar? Veja seis dicas para comprar dólar em época de recorde nominal da moeda

Weslley A. Santos
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Imagem/reprodução/asemananews

O dólar comercial está em R$ 4,25, o maior valor desde a criação do real. A situação é pior para quem pretende viajar: o dólar turismo está em R$ 4,43. Se você se enquadra nesse grupo e pretende viajar nos próximos três ou quatro meses, confira dicas para contornar essa alta.

Vai viajar em quatro meses ou mais?

Se a sua resposta for “não”, então ótimo, você pode se dar o luxo de esperar uma baixa. Mas é importante saber que a melhor opção é comprar o dólar em compras fracionadas, ou seja, aos poucos.

Dica 1: compre aos poucos

Essa é provavelmente a dica mais importante para qualquer momento: compre a moeda em pequenas quantidades, o suficiente para não pagar muitas taxas de emissão ou entrega.

Além disso, acompanhe diariamente a cotação e a aproveite qualquer janela de baixa para comprar um pouco mais.

Dessa maneira, conseguirá comprar a moeda na média, isto é, não terá valor nem tão alto nem tão baixo, será equilibrado.

Dica 2: olhe os preços

Pesquise a cotação da moeda o máximo de vezes que puder: o dólar varia constantemente e conhecer suas variáveis é importante para saber o que é “caro” e o que é “barato”.

E, caso a sua corretora lhe cobre taxas de entrega ou serviço, tente embutir essas tarifas no preço total da moeda. Sempre procure evitar taxas, afinal já basta o dólar em nível recorde.

Dica 3: custo total

Nunca se esqueça dos impostos.

É necessário calcular o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que é de 1,1% para compra de moeda em espécie.

Em soma, atente-se se for adquirir via cartão de crédito ou pré-pago, pois nesse caso o IOF passa de 6,38% de tudo o que se gasta em dólar.

Uma maneira de tentar fugir dos impostos é fazer uma remessa de dólares para conta de outra pessoa no exterior.

Mas é importante atentar se o banco estrangeiro não cobra taxas para receber remessas. Se cobrar, pode ser que compensa mais pagar os impostos.

Caso opte por essa opção, terá o IOF reduzido para 0,38%, ou seja, ele não é totalmente eliminado.

Vai viajar em menos de 3 meses?

Se esse for o seu caso, o professor Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aconselha comprar tudo de uma vez.

Dica 1: o tempo urge

A ideia aqui é travar a cotação, em vez de fazer as compras fracionadas. Segundo o professor Teixeira, esperar é um risco que pode simplesmente não valer a pena.

O chefe de mesas de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, ressalta que algumas cidades podem ter falta da moeda bem em cima da hora de sua viagem.

Se isso ocorrer, você terá de pagar ainda mais pelo dólar turismo, pela oferta ser superior à demanda. Ou, em último caso, viajar sem dinheiro em espécie e ser refém do cartão de crédito.

Nesse caso, teria de pagar mais de 6,38% de IOF ao usar o cartão e as taxas que seu banco ainda pode te cobrar pelo serviço. Assim, fuja do nível recorde do dólar e planeje-se muito bem.

Dica 2: revisão dos planos

Caso você não tenha opção e tenha que arcar com um dólar alto, terá que tomar uma outra atitude para economizar: diminuir os custos da viagem.

Dessa maneira, por mais chato que seja, valerá mais a pena você curtir a sua viagem sem se preocupar com se gastou mais do que devia a todo instante. Portanto, faça uma programação um pouco mais enxuta para compensar a alta do dólar, nesse caso o recorde do dólar, e tente aproveitar sua viagem ao máximo com o que está dentro de seu orçamento.

Dica 3: prefira a moeda nacional

O chefe de mesas de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio, Velloni, novamente nos dá uma dica importantíssima: faça suas reservas de passagens e hotéis em reais.

Dessa forma, prefira os sites que oferecem essa alternativa, assim não ficará refém da volatilidade do dólar e conseguirá programar melhor os gatos.

Planejamento

Por fim, é importante lembrar a dica do economista Samy Dana, professor da FGV: planeje financeiramente sua viagem.

Quando faz uma viagem, seu objetivo é se divertir, curtir, e, segundo o economista, você não terá essa sensação se passar o tempo todo preocupado com gastos.

Assim, nem mesmo o valor recorde do dólar atrapalhará sua viagem.

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